O Conselho Nacional de Direitos Humanos iniciou uma representação na Procuradoria da República no Distrito Federal, órgão do Ministério Público, solicitando a abertura do inquérito civil e investigação criminal sobre o discurso de ódio em falsos alertas enviados pelo sistema da Defesa Civil.
A investigação foi protocolada no último sábado (20) após o disparo indevido de alertas extremos na madrugada que atingiram milhões de celulares em diversas regiões do país, entre eles estão Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os alertas continham a palavra “misantropia” ou variações. O termo significa aversão à humanidade.
De acordo com o CNDH, a plataforma de comunicação em massa da Defesa Civil, na qual é vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, foi utilizada indevidamente com a pretensão de gerar desinformação, insegurança coletiva e pânico social.
O conselho afirma que a apuração deve abranger a origem, redes de influência e eventuais conexões com a disseminação de conteúdo de ódio e radicalização digital.
A Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar o envio dos alertas falsos que teriam sido provocados por um ataque hacker ou invasão ao sistema da Defesa Civil.

