O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o resultado da pesquisa da Quaest de intenções de voto, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente de todos os cenários de primeiro e segundo turno nas eleições deste ano. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15).
Em publicação nas redes sociais, Flávio comentou a proposta do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, de criar um selo de reconhecimento para institutos de pesquisa com maior taxa de acerto eleitoral.
“Parabéns ao presidente do TSE, Ministro Nunes Marques, pelo ‘selo de acerto’ para institutos de pesquisa que mais acertarem o resultado das eleições. Talvez, se ele já existisse, teriam vergonha de publicar essa pesquisa da Quaest de hoje”, escreveu Flávio.
Na publicação, o senador também ironizou sobre o governo Lula e afirmou que a pesquisa funciona como um termômetro da “satisfação” popular.
“Ela deve ser reflexo de como o povo brasileiro está feliz com Lula: preço alto da comida, ninguém mais sofre com a violência no país e nenhum brasileiro está endividado”, disse.
Pesquisa Quaest
De acordo com a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (PT), o presidente Lula lidera um eventual segundo turno com 45% das intenções de voto, frente a 37% do senador Flávio Bolsonaro. Já a simulação do 1º turno mostra uma diferença ainda maior: Lula tem 40% das intenções de voto, 12 pontos à frente do senador, que oscila dentro da margem de erro, com 28%.
O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho e ouviu 2.004 pessoas.
Na pesquisa de junho, Lula tinha 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 38%. Em maio, o presidente marcou 42%, contra 41% do senador.
Pesquisa suspensa pelo TSE e “selo de acurácia eleitoral”
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, propôs a criação de um “selo de acurácia eleitoral” para premiar os institutos de pesquisa que apresentarem maior precisão nos resultados das urnas.
O encontro foi convocado pelo magistrado nesta terça-feira (14) em busca de consenso para regulamentar o setor, após a repercussão da censura imposta por ele a um levantamento Atlas/Bloomberg.
No encontro, o presidente do tribunal afirmou que o texto não é definitivo e abriu prazo até sexta-feira (17) para manifestações das empresas. A medida dividiu os representantes entre apoio e a rejeição ao projeto.
Em maio, o levantamento Atlas/Blomberg indicou uma queda de cinco pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro, após o vazamento de um áudio em que ele pedia dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.




