A Polícia Federal (PF) de São Paulo concluiu o inquérito contra o influenciador fitness Renato Cariani por suspeita de desvio de produtos químicos para a produção de drogas para o narcotráfico. O relatório final, produzido neste mês, terminou com o indiciamento do influencer e de mais duas pessoas pelos crimes de tráfico equiparado, associação para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Os três indiciados, todavia, respondem em liberdade. A conclusão da PF foi encaminhada para o Ministério Público Federal (MPF), que poderá ou não acatar a denúncia pelos crimes. Caberá depois à Justiça Federal decidir se os envolvidos serão julgados pelas eventuais acusações. Caso sejam condenados, poderão ser presos.
Além de Renato, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth são acusados pela PF de usar uma empresa para falsificar notas fiscais de vendas de produtos para multinacionais farmacêuticas, quando, em paralelo, os insumos não iam para essas empresas. Eles eram desviados para a fabricação de cocaína e crack, drogas que, segundo aponta a investigação, abasteciam uma rede criminosa de tráfico internacional comandada por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Renato tem mais de 7 milhões de seguidores no Instagram e é sócio com Roseli da Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda. , empresa para venda de produtos químicos em Diadema, Grande São Paulo. Segundo a PF, eles teriam conhecimento e participavam diretamente do esquema criminoso. A investigação informa ter provas do envolvimento deles a partir de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial de conversas e trocas de mensagens.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Cariani afirmou que “o indiciamento ocorreu de forma precipitada, há mais de 40 dias, antes mesmo de Renato ter tido a oportunidade de prestar esclarecimentos”. A defesa de Roseli Dorth, sócia do Cariani, também afirmou que “as conclusões da Polícia Federal são gravemente equivocadas”.




