O Haiti vive uma grave onda de violência por grupos armados que ameaçam derrubar o premiê Ariel Henry, no poder desde o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2021. Na tarde deste domingo (10), com o avanço da violência das gangues, os Estados Unidos anunciaram a retirada de alguns funcionários de sua embaixada e o reforço na sua segurança.
Desde o final de fevereiro, grupos armados têm atacado delegacias, prisões e aeroportos, em tentativas de acuar o primeiro-ministro, Ariel Henry.
De acordo com dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), a onda de violência no Haiti já forçou o deslocamento de 362 mil pessoas, sendo mais da metade crianças, enquanto gangues criminais controlam boa parte da capital Porto Príncipe e as principais rodovias do país caribenho, o mais pobre do hemisfério ocidental.
Segundo a agência Reuters, há relatos de que gangues estão realizando estupros coletivos no país, à medida que aumentam seu controle territorial. Muitas vítimas não reportam os ataques, com medo de retaliação, e o apoio a elas é majoritariamente oferecido por associações locais, escassas em recursos.
Também neste domingo, o papa Francisco expressou “preocupação e dor” com a crise no país.
“Acompanho com preocupação e dor a grave crise que atinge o Haiti e os violentos episódios ocorridos nos últimos dias. Estou ao lado da Igreja e do caro povo haitiano, que há anos enfrenta muitos sofrimentos”, disse o pontífice.
Diante do surto de violência, a Comunidade do Caribe (Caricom) convocou representantes dos Estados Unidos, da França, do Canadá e da ONU para uma reunião na Jamaica na segunda-feira.




