Foram localizados pela Comissão de Inventário Anual da Presidência da República todos os 261 móveis que estavam “desaparecidos” do Palácio da Alvorada. Os itens foram dados em falta após a posse do presidente Lula (PT), que na época acusou o casal Bolsonaro de os terem extraviado da residência oficial.
O levantamento do patrimônio referente ao período de 2022 foi realizado em três etapas, quando, preliminarmente, 261 bens foram citados como não localizados. Depois, no início de 2023, uma nova conferência reduziu o número de bens desaparecidos para 83, de acordo com informações obtidas pela Folha de São Paulo.
“Os trabalhos foram finalizados somente em setembro do ano passado, quando todos os bens foram encontrados em dependências diversas da residência oficial. Ou seja, houve um descaso com onde estavam esses móveis sendo necessário um esforço para localizá-los todos novamente”, informou a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência em nota.
Diante das acusações, na época, a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro rebateu que os móveis estariam em posse do Governo. “Esses móveis estão ou no depósito 5 do Palácio do Alvorada, ou no depósito da Presidência. Existe esse depósito com várias cadeiras, mesas, sofás, quadros; você pode fazer esse rodízio”, falou pelas redes sociais.
A esposa de Jair Bolsonaro contou que logo após assumir o cargo de primeira-dama, foi informada que poderia usar mobílias diferentes, além das que tinha em casa presidencial, pela também ex-primeira-dama Marcela Temer, em um encontro no Alvorada, em 2018.
“No segundo semestre de 2019, a minha mudança chegou, até a pedido da minha filha, Laura, que queria que nós fizéssemos uma sala com os nossos móveis da nossa casa do Rio de Janeiro. Então, nós tiramos os móveis, esses móveis foram para o depósito, eu coloquei os móveis do meu quarto e os móveis da sala”, explicou Michelle.




