O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta semana novas partes do censo realizado em 2022. Segundo os dados recentes, existiam, no ano do levantamento, 8.441 localidades quilombolas no território brasileiro, associadas a 7.666 comunidades quilombolas declaradas pelos informantes do Censo Demográfico.
Segundo a pesquisa, a Região Nordeste possui o maior quantitativo de localidades identificadas, com 5.386 (63,81%) ocorrências, enquanto o Maranhão é o estado com o maior número, com 2.025 localidades (23,99%). O evento de divulgação ocorreu na Escola Municipal de Tempo Integral Negro Cosme, no bairro da Liberdade, em São Luís, no Maanhão.
O levantamento é inédito e foi compartilhado na divulgação “Censo Demográfico 2022: Localidades Quilombolas”. Também foi divulgada a publicação “Censo Demográfico 2022 Quilombolas: Características dos domicílios e alfabetização, segundo recortes territoriais específicos: Resultados do universo”.
Segundo o instituto, as localidades quilombolas são definidas por lugares do território nacional onde existe um aglomerado permanente de habitantes quilombolas. Para serem consideradas localidades, esses lugares precisam estar relacionados a uma comunidade quilombola e contarem com, no mínimo, 15 pessoas declaradas quilombolas, cujos domicílios estão a, no máximo, 200 metros de distância uns dos outros.
“Os parâmetros adotados procuraram garantir a confidencialidade das informações étnico-raciais, e, ao mesmo tempo, viabilizar a melhor identificação possível da ocorrência espacial de agrupamentos de pessoas quilombolas. Foram também submetidos à consulta prévia às lideranças quilombolas, de modo que o mapeamento refletisse a diversidade territorial das comunidades”, destaca Fernando Damasco, gerente de Territórios Tradicionais e Áreas Protegidas do IBGE.
O IBGE informou ainda que as comunidades quilombolas foram declaradas por cada informante quilombola por ocasião do Censo 2022. “Esse pertencimento está relacionado a questões étnicas, históricas e sociais, de modo que uma mesma comunidade pode ser composta por mais de uma localidade, conforme a necessidade de dispersão espacial e as formas de organização locais e regionais de cada grupo”, explicou o instituto.
As localidades quilombolas vinculadas a uma mesma comunidade podem estar em diferentes situações territoriais, em áreas urbanas ou rurais e dentro ou fora de Territórios Quilombolas oficialmente delimitados.
Com informações do IBGE




