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Conheça a história de mães que vivem a maternidade sem padrões, sustentadas pelo amor incondicional 

Entre desafios, renúncias e superações, quatro mães compartilham histórias reais sustentadas pelo amor e pelo cuidado diário
Por Cíntia Duarte
Atualizado há 32 segundos
Tempo de leitura: 5 mins
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Em meio a diferentes contextos e experiências de vida, conversamos com quatro mães que revelam os desafios e aprendizados da maternidade. Fotos: Arquivo pessoal

Celebrar o Dia das Mães nos convida a agradecer pelos pequenos e grandes gestos de amor, traduzidos no cuidado diário, na presença constante e todos os sacrifícios feitos ao longo dos anos.

Neste dia, voltamos nosso olhar para as mulheres reais: aquelas que, entre os desafios e a rotina, dedicam-se a guiar, proteger e moldar a jornada de seus filhos.

São mulheres que cultivam sonhos próprios, mas que, com a chegada de um filho, recalculam rotas e descobrem novos caminhos, agora compartilhados.

Em entrevista, a psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental Sarah Rebeca Barreto explica que a maternidade não segue fórmulas prontas, nem obedece a padrões previsíveis. Segundo ela, cada experiência é única, marcada por desafios, aprendizados e transformações que não podem ser medidas por metas objetivas.

💬 “A maternidade é atravessada pela imprevisibilidade e por desafios constantes, colocando a mulher em um lugar muitas vezes inédito, um lugar que convoca respostas emocionais que talvez não tenham sido exigidas em outras áreas da vida”, explica.

Entre desafios e descobertas, essa jornada é frequentemente um convite a renúncias. Iorranna Costa, 23, viveu essas mudanças ao tornar-se mãe aos 18 anos, ainda no início da vida adulta.

Ela conta que, enquanto todos ao redor começavam a descobrir quem eram, ela também o fazia, mas com a responsabilidade de cuidar de sua filha Analu.

A história é parecida com a de Eliane Gomes, 40, também mãe na mesma idade, mas que já tinha experiência no cuidado de seus irmãos durante a infância. 

Eliane relata que já tinha o “jeito”, mas nada prepara o coração para o peso de ser mãe de verdade. Eliane deu à luz a filha Clarisse e relata que ali teve o real conhecimento da preocupação de ser mãe. 

“Quando você é mãe e responsável, é diferente. Já vem aquele peso todo sobre você, sobre despesas e sobre a criação”, afirma. 

Para suprir as necessidades, Eliane adaptou sua carreira à maternidade, empreendendo de casa para conciliar o sustento com o desejo inegociável de acompanhar de perto cada fase do crescimento da filha.

Por outro lado, Renata Braga, 36, vivia o desafio de se moldar ao mercado de trabalho quando a maternidade chegou, em um momento complexo e incerto. 

Ela e o marido, então namorados, iniciavam um novo negócio quando a primeira gravidez surgiu. 

Como tantas mulheres, ela enfrentou as dificuldades da vida, mas descobriu na maternidade uma fonte de força para seguir adiante.

“Foi uma fase intensa, de muitas incertezas, mas também de muito crescimento. Hoje, minha rotina é equilibrar o trabalho com a presença na vida delas, participando do dia a dia, da escola, dos momentos simples”, conta. 

De acordo com a psicóloga, neuropsicóloga e educadora parental, Sarah Rebeca Barreto, essa pressão não é por acaso. Ela explica que a sociedade, historicamente, impõe um peso maior sobre a mulher, e a maternidade potencializa ainda mais essa cobrança.

💬 “Muitas mães convivem com uma pressão silenciosa, quase invisível, que se traduz na expectativa de uma performance máxima. É como se fosse preciso dar conta de tudo, o tempo todo, e esse “tudo” inclui uma lista infinita de demandas relacionadas aos filhos e à casa”, afirma a psicóloga. 

Entre os desafios da maternidade solo, muitas mulheres mostram que o amor também pode sustentar uma casa inteira. É o caso de Diana Aderaldo, 42, que transforma a criação do filho, Rafael, em um compromisso diário com o futuro.

Mais do que oferecer melhores oportunidades ao menino, ela acredita estar formando um homem melhor para o mundo. Para isso, aposta na educação e no esporte como pilares da criação, fazendo da disciplina uma demonstração de cuidado e afeto. Segundo Diana, o objetivo é dar ao filho as ferramentas necessárias para que ele conquiste autonomia e liberdade.

A mãe também considera essencial preservar a individualidade dentro da relação entre os dois. Ao manter vivos seus próprios projetos e sonhos, ela rompe com a ideia de que a maternidade exige o apagamento da mulher.

Ela acredita que ter momentos próprios é uma forma de ensinar o filho a também ser quem é, defendendo que a harmonia da casa depende do equilíbrio entre a cumplicidade dos momentos juntos e o respeito ao tempo individual.

“Eu preciso, não só como mãe dele, mas como pessoa, assim como ele também precisa ter o momento dele e é o que eu também tento trabalhar nele”, comentou.

Na visão da psicóloga Sarah, é fundamental que a mulher consiga enxergar para além da cobrança constante da maternidade ideal e se permitir abandonar expectativas inalcançáveis.

Para a especialista, esse olhar mais acolhedor sobre si mesma impacta diretamente a saúde mental da mulher e apenas fortalece o relacionamento com o filho.

💬 “Uma mãe que se cobra menos tende a estar mais disponível emocionalmente, mais leve, mais presente de forma real. E, além disso, ela ensina algo fundamental para o filho, mesmo sem dizer uma palavra. Ensina que ele também não precisa viver sob uma régua de perfeição”. 

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