O Ceará registrou um aumento no número de casos confirmados de febre oropouche, totalizando 171 infecções, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa). Todos os casos estão concentrados em sete municípios da região do Maciço do Baturité. Entre os casos confirmados, quatro envolvem gestantes. Na semana passada, o total era de 143 casos, o que representa um acréscimo de 28 novas infecções.
Até o momento, não há registro de óbitos em decorrência da febre oropouche no estado. No entanto, um caso de falecimento de um feto, com 34 semanas de gestação, está sendo investigado para verificar se houve transmissão vertical da doença, ou seja, se a mãe transmitiu a infecção para o bebê durante a gravidez ou o parto.
O município com o maior número de casos é Aratuba, com 40 registros. Outros municípios afetados incluem Capistrano (38 casos), Pacoti (31), Mulungu (27), Redenção (21), Baturité (11) e Palmácia (3). A febre oropouche foi identificada pela primeira vez no estado em 21 de junho, após investigação laboratorial realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-CE).
Entre os pacientes infectados no Ceará, 55,9% (80 casos) são do sexo masculino. Os casos foram observados em diversas faixas etárias, com destaque para aqueles acima dos 20 anos. Os sintomas mais comuns entre os pacientes foram febre (166 casos), cefaleia (147) e mialgia (145). A maioria dos casos apresentou sintomas leves e não houve agravamento significativo do quadro clínico.
O boletim destaca a importância da realização de testes moleculares (RT-qPCR) para um diagnóstico preciso durante a fase febril (até o quinto dia após o início dos sintomas), já que a febre oropouche pode ser inicialmente confundida com dengue. De acordo com o Sesa, a maioria dos casos investigados está associada a áreas rurais.




