Após explosões nas proximidades do Aeroporto de Beirute, na madrugada de hoje (04), o Ministério das Relações Exteriores adiou o 1º voo de repatriação de brasileiros no Líbano, presos em meio ao conflito entre o grupo armado Hezbollah e Israel. O Itamaraty informou esperar que amanhã, dia 5, seja possível iniciar o processo de repatriação.
Na última terça-feira (1º), a Força Aérea Brasileira (FAB) havia anunciado o voo que deveria repatriar, inicialmente, 220 brasileiros, dos mais de 3.000 que pediram ajuda ao governo para deixar o país após a escalada da violência.
“Em consequência da necessidade de medidas adicionais de segurança para os comboios terrestres que se dirigirão ao aeroporto da capital libanesa, a operação do primeiro voo brasileiro de repatriação não ocorrerá no dia de hoje. Novas informações sobre o voo serão prestadas ao longo do dia”, informou o Ministério das Relações Exteriores em nota.
Segundo estimativa do governo, 20 mil brasileiros vivem no Líbano, número que representa a somatória dos brasileiros localizados em Israel e na Palestina. Os pedidos de repatriação, porém, já ultrapassam o número de repatriados do conflito na Faixa de Gaza, se somados desde 7 de outubro de 2023.
A grande demanda requer uma operação de larga escala, equiparável apenas às requisições de repatriação durante a última incursão israelense no Líbano, em 2006. À época, 3 mil pessoas foram auxiliadas pelo governo brasileiro para deixar o país.
Agora, o governo brasileiro objetiva repatriar cerca de 500 por semana com a Operação Raízes do Cedro, priorizando idosos, mulheres, crianças e pessoas com necessidade médica.



