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Economia

Caixa muda regras para financiamento de imóveis; entenda principais mudanças

Por Davi Holanda
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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De acordo com a Caixa, as novas medidas não irão impactar as propriedades já adquiridas. Além disso, conforme o banco, as mudanças podem ser permanentes. Foto: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

Clientes que buscam financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal terão que pagar um valor de entrada mais alto a partir de 1º de novembro. Isso porque o banco anunciou, na última terça-feira (15), alterações nos financiamentos para imóveis de até R$1,5 milhão. 

Conforme a instituição financeira, nos empréstimos feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o teto do financiamento vai reduzir de 80% para 70%, no modelo SAC, e de 70% para 50%, no modelo Price. Além disso, a Caixa limitou o crédito a imóveis de até R$ 1,5 milhão e apenas para clientes que não possuam outro financiamento habitacional ativo com a instituição.

Em relação ao modelo SAC, a mudança, que será aplicada a partir de novembro, funcionará da seguinte maneira: se um imóvel vale R$800 mil, por exemplo, a Caixa financiará R$560 mil (70% do valor). Os outros 30%, por sua vez, ficam a cargo do proprietário do imóvel (R$240 mil). Antes, a Caixa financiava 640 mil (80% do valor), ficando a cargo do tomador o pagamento de R$160 mil (20% do valor), referente a entrada.

Aplicando a mesma situação ao modelo Price, se um imóvel custa R$800 mil, o proprietário terá até R$400 mil (50%) financiados pela Caixa. Os outros 50%, por sua vez, ficam a cargo do tomador (R$400 mil). Antes, a caixa financiava 560 mil (70% do valor), ficando o cliente do banco responsável por pagar apenas R$240 mil (30% do valor).

Ainda de acordo com a Caixa, as novas medidas não irão impactar as propriedades já adquiridas. Além disso, conforme o banco, as mudanças podem ser permanentes. Sobre a redução das cotas de financiamento e a limitação no valor do imóvel, a Caixa alegou que “estuda constantemente medidas que visam ampliar o atendimento da demanda excedente de financiamentos habitacionais, inclusive participando de discussões junto ao mercado e ao Governo”. 

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