Francisco Wanderley Luiz, que tinha 59 anos, era o dono do carro que explodiu na noite desta quarta-feira (13) no estacionamento anexo à Câmara dos Deputados, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) também confirmou, nesta quarta, que ele era o homem que morreu nas explosões.
Wanderley tinha passagem pela polícia e foi preso em dezembro de 2012. Ele é proprietário do veículo encontrado na cena do crime, e já foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul (SC), no ano de 2020, mas não se elegeu.
Em publicações numa rede social, horas antes das explosões, Luiz falou em bombas na casa de lideranças políticas. “Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc.”, escreveu.
Francisco também postou uma foto em uma outra rede social quando esteve no plenário do STF, com críticas ao Supremo. “Deixaram a raposa entrar no galinheiro (chiqueiro). Ou não sabem o tamanho das presas ou é burrice mesmo”.
As explosões ocorreram em frente ao STF por volta das 19h30, em um intervalo de cerca de 20 segundos. No porta-malas do veículo, que estava no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados, foram encontrados fogos de artifício e tijolos.
Conforme boletim de ocorrência, Luiz jogou artefatos que causaram a explosão do carro, mas a distância impediu que atingisse o prédio do STF. Um segurança da Corte relatou aos policiais que o homem mostrou os explosivos que carregava dentro da jaqueta.
Cerca de 20 segundos após o episódio no estacionamento, Francisco Wanderley Luiz morreu em uma outra explosão, ocorrida na Praça dos Três Poderes (que fica entre o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto).
Em nota, o STF informou que, após a sessão desta quarta, “dois fortes estrondos foram ouvidos e os ministros foram retirados do prédio em segurança”. “Os servidores e colaboradores do edifício-sede foram retirados por medida de cautela.”
Entenda o caso
Por volta das 19h30 desta quarta, um carro explodiu no estacionamento que fica entre o STF e o Anexo IV da Câmara dos Deputados. No porta-malas, havia fogos de artifício e tijolos.
Cerca de 20 segundos após o episódio no estacionamento, Francisco Wanderley Luiz morreu em uma outra explosão, ocorrida na Praça dos Três Poderes (que fica entre o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto).
Antes da explosão em frente ao STF, o homem tentou entrar no prédio. Ele jogou um explosivo embaixo da marquise do edifício, mostrou que tinha artefatos presos ao corpo a um vigilante, deitou-se no chão e acionou um segundo explosivo na nuca.
No momento do incidente, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara e no Senado, que foram suspensas. A sessão do STF já tinha terminado, e ministros e servidores foram retirados em segurança. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as explosões, que será enviado a Alexandre de Moraes.




