A cantora Ananda afirmou que registrou um boletim de ocorrência após ser alvo de falas racistas de Ana Paula Minerato. A artista do Melanina Carioca contou que foi à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) nesta quarta-feira (27).
“A delegacia cuida só de delitos de intolerância e crimes raciais. Acabei de fazer esse registro de ocorrência”, explicou ela numa rede social. Na última semana, vazou nas redes sociais um áudio da ex-panicat com falas racistas à Ananda.
“Você gosta de mina cabelo duro, de neguinha? Ali é neguinha, alguém ali, um pai ou a mãe veio da África, tá na cara”, disse.
Ananda também explicou por que ainda não voltou a falar sobre a situação. “Eu precisava desse tempo para poder digerir o que está acontecendo na minha vida nesse momento e tudo que eu vou precisar falar”, afirmou. Mas prometeu, “nas próximas horas”, trazer um pronunciamento mais contundente.
O que diz Minerato
Após a repercussão negativa sobre o caso, o que ocasionou em duros revés para a ex-Fazenda, como as demissões da Band FM e a Gaviões da Fiel. A influenciadora fez uma live chorando e pediu desculpas. “Eu estou muito mal, gente, porque eu sei que o que resultou nisso foi algo horrível. Quero pedir desculpa para todo mundo que se sentiu atingido ou ofendido”, disse ela nesta terça-feira (26).
Minerato disse ter sido vítima de um relacionamento abusivo e que o ex-namorado a “colocava contra” Ananda. “Ele usou essa traição que ele fez com essa Ananda, comigo, para poder botar ela contra mim. Ele botou ela contra mim muitas vezes. Muitas, muitas, muitas vezes. Mostrou vídeos. Falava dela, e falava coisas terríveis”, alegou.
Abertura de processo
Após o vazamento de um áudio com declarações da modelo Ana Paula Minerato, a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania de São Paulo abriu um processo administrativo na última segunda-feira (25) para apurar se a ex-apresentadora da Band cometeu racismo contra a cantora Ananda, do grupo Melanina Carioca.
A Secretaria informou à Folha de S.Paulo que, por meio da Coordenadoria de Políticas para a População Negra (CPPN), “abriu expediente na Ouvidoria para apuração do caso e notificará as partes envolvidas, garantindo o direito de apresentação de defesa preliminar”.



