O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) instaurou um inquérito civil por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Barbalha para cobrar explicações da Azul Linhas Aéreas sobre o cancelamento dos voos diretos entre Juazeiro do Norte e Fortaleza na última segunda-feira (27). A companhia aérea anunciou que, a partir de agora, os voos farão uma escala na cidade de Campinas, no estado de São Paulo.
Segundo o promotor de justiça, Rafael Couto Vieira, em nota publicada na manhã desta quarta-feira (29), a empresa “cancelou a rota de voo direto, mesmo já tendo ofertado os referidos trechos para a venda, ou seja, a Azul vendeu e depois alterou o trajeto para um percurso extremamente mais dispendioso para parte de seus consumidores”.
O cancelamento do trecho gerou grande insatisfação entre os moradores do Estado, já que, para realizar o mesmo percurso, os passageiros agora precisam fazer uma escala em Campinas (SP), o que aumenta o tempo de viagem em mais de cinco vezes.
Ainda no inquérito, o MPCE requisitou informações sobre a quantidade de voos diretos entre Juazeiro do Norte e Fortaleza, bem como entre Recife e Petrolina, durante o ano de 2024, além da quantidade de passageiros que já compraram as passagens de forma antecipada para o período em que houve a alteração da rota e o lucro obtido nesse negócio. “A finalidade do MP é chegar a uma solução de forma negociável. Contudo, caso sejam comprovadas irregularidades e abusividade na conduta da empresa e desequilíbrio das relações de consumo, será proposta ação coletiva consumerista”, finaliza a nota.

