O Conclave que escolherá o sucessor do Papa Francisco terá início nesta quarta-feira (7), no Vaticano. Segundo cardeais envolvidos, a expectativa é que o processo dure de dois a três dias.
Após uma missa pela manhã (horário de Roma), os cardeais eleitores se reúnem à tarde e seguem em procissão até a Capela Sistina, onde prestam juramento e iniciam o isolamento total do mundo exterior até que o novo Papa seja escolhido.
Durante esse período, os 133 cardeais permanecem na chamada “zona de conclave”, comprometidos com o sigilo absoluto sobre todas as etapas do processo.
Sobre a votação
As votações ocorrem na Capela Sistina, sob os icônicos afrescos de Michelangelo. Para que um nome seja eleito, é necessário alcançar dois terços dos votos do Colégio de Eleitores, no cenário atual, ao menos 89 votos. As votações são secretas, e as cédulas são queimadas após cada rodada.
Até quatro votações podem ocorrer por dia, duas pela manhã e duas à tarde. Caso não haja definição após três dias, há uma pausa de 24 horas para oração. Se ainda não houver consenso após mais sete votações, outra interrupção pode ser convocada.
Se o impasse persistir até a 34ª votação, os dois cardeais mais votados passam a disputar diretamente a escolha final, mas ainda será necessário que um deles atinja dois terços dos votos para ser eleito Papa.
Preparação do Vaticano
O Vaticano divulgou neste sábado (3) imagens dos preparativos da Capela Sistina para o Conclave que escolherá o novo Papa.
Trabalhadores montam a estrutura que acomodará os 133 cardeais eleitores, com bases metálicas para os assentos e um piso elevado.
Também chegaram as mesas, chaminés internas e as duas estufas usadas para queimar os votos e gerar a tradicional fumaça preta ou branca. Enquanto isso, nos bastidores, surgem relatos de disputas e tensões entre os participantes.
Brasileiros no Conclave
Sete brasileiros estão entre os cardeais eleitores que participarão da escolha do novo Papa. Eles representam diferentes regiões do país e ocupam cargos de destaque na Igreja Católica.
São eles: Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil (65 anos); Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB (64); Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo (75); Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (74); Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília (57); João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília (77); e Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus (74).
Anúncio da escolha
A divulgação do resultado do Conclave segue um ritual tradicional e simbólico. Um fogareiro é instalado na Capela Sistina, conectado a uma chaminé visível da Praça de São Pedro. É por essa fumaça que os fiéis e a imprensa internacional recebem a notícia: se for preta, indica que não houve eleição, se for branca, anuncia ao mundo que um novo Papa foi escolhido.
Embora não exista um horário exato para a saída da fumaça na Capela Sistina, as experiências recentes oferecem algumas pistas. Nos dois últimos conclaves, tanto a fumaça preta quanto a branca surgiram geralmente no fim da manhã ou no fim da tarde, após as sessões de votação.
Em 2013, a fumaça branca sinalizando a eleição do Papa Francisco apareceu às 19h06 em Roma (14h06 em Brasília), no segundo dia de conclave. Pouco mais de uma hora depois, foi feito o anúncio do “Habemus Papam”, seguido da primeira aparição de Francisco na sacada da Basílica de São Pedro.
Situação parecida ocorreu em 2005: a fumaça branca apareceu às 17h50 em Roma (12h50 em Brasília), também no segundo dia. O nome de Bento XVI foi anunciado às 19h43 (14h43 em Brasília), e ele surgiu diante da multidão cerca de cinco minutos depois.




