O número de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas caiu 14% em 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgado na última segunda-feira (9).
Entre 1º de janeiro e 7 de junho deste ano, foram confirmados 35 óbitos por SRAG no estado. No mesmo intervalo de 2024, o total havia sido de 41 mortes. Desde o início de 2025, já foram registrados quase 2 mil casos da doença.
Nas últimas três semanas, os grupos mais atingidos pela síndrome foram bebês com menos de um ano (30%), crianças de até quatro anos (28%) e pessoas com 60 anos ou mais (22%). Também houve registro entre adolescentes de 10 a 19 anos (8%), crianças de 5 a 9 anos (5%), adultos de 40 a 59 anos (5%) e jovens de 20 a 39 anos (2%).
Vírus mais comuns
Os vírus mais identificados nos casos recentes de SRAG no estado foram:
- Rinovírus – 50,8%
- Influenza A – 36,0%
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – 8,9%
- Influenza B – 6,4%
- Adenovírus – 4,1%
- Metapneumovírus – 1,6%
Segundo a secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, o Amazonas conta com 17 unidades de referência para diagnóstico e tratamento da SRAG. Casos leves devem ser direcionados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto os quadros mais graves devem ser levados a hospitais.
A Fundação de Vigilância reforça que medidas preventivas simples continuam sendo essenciais para conter a transmissão de vírus respiratórios. Entre elas, estão: lavar as mãos com frequência; cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar; evitar aglomerações; usar máscara ao apresentar sintomas gripais ou em caso de risco elevado e proteger bebês menores de seis meses.
Vacinação continua sendo aliada
Em entrevista ao G1, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19, disponíveis em todo o estado para o público elegível.
“É imprescindível que pessoas sintomáticas, profissionais de saúde e integrantes de grupos de risco usem máscara de proteção respiratória para evitar transmissão de vírus respiratórios”, reforça.


