A tradicional imagem do “véu de noiva” no Açude Orós, um dos maiores cartões-postais da região, vai dar lugar aos trabalhos de modernização da barragem. A válvula dispersora, responsável pelo efeito visual das quedas d’água, foi removida na última sexta-feira (20) como parte das obras de recuperação e melhoria do reservatório.
A intervenção integra um cronograma de obras iniciado ainda no primeiro semestre deste ano, coordenado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Segundo o órgão, o investimento na modernização é de aproximadamente R$ 15,3 milhões, com previsão de conclusão para o final do segundo semestre de 2025.
O processo de retirada da estrutura foi acompanhado por técnicos e operários. Imagens feitas por Josemberg Vieira, da página TV Oásis, mostram o momento em que a peça metálica foi retirada, ainda com uma leve vasão de água, resultado da pressão interna do açude.
Além da substituição da válvula dispersora, outras etapas já foram concluídas em 2025, como a recuperação das paredes da barragem, além da limpeza e pintura do sangradouro.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Welliton de Souza Ferreira, gerente regional da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) na Bacia do Alto Jaguaribe, a principal novidade será o grau de automação que a barragem passará a ter após as obras. Segundo o representante, haverá a possibilidade de operar os equipamentos de forma remota.
Vale lembrar que, desde maio deste ano, o fornecimento de água a partir da barragem está temporariamente suspenso para a execução de serviços hidromecânicos necessários.
O Açude Orós, segundo maior reservatório do Ceará, teve um marco importante em 2025 ao atingir a capacidade máxima de armazenamento, algo que não acontecia há 14 anos.


