A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics e ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, relembrou as críticas que recebeu quando sugeriu “estocar o vento” na ONU, em 2025, e afirmou, agora, que estava correta. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em evento do Brics no Rio de Janeiro, neste sábado (5).
Dilma ainda reclamou e disse que não havia sido bem interpretada com a declaração. “No passado, lembro que disse que tinha que armazenar vento e sol. Pois muito bem, saibam que essa é uma das áreas mais importantes para resolver problemas como o que ocorreu em Portugal e na Espanha”, afirmou.
À época, a ex-presidente impeachmada disse que a tecnologia seria necessária, auxiliando a produção de energia eólica e, assim, beneficiando “o mundo inteiro”.
“Hoje, nós usamos as linhas de transmissão. Você joga (a energia) de lá para cá, de lá para lá, para poder capturar isso (a energia). Mas se tiver uma tecnologia desenvolvida, todos nós nos beneficiaremos, o mundo inteiro”, falou durante discurso na ONU em 2015.
Desdolarização
Também durante o evento, a presidente do Banco dos Brics disse que não vê sinais para o fim do uso do dólar em transações comerciais, mas que busca pelo uso de moeda própria nessas operações, visando a segurança.
“Eu não vejo, claramente, nenhum sinal de desdolarização. O que eu vejo é muitos países usando suas próprias moedas para comerciar. Eu estou vendo também uma busca por segurança, todo mundo quer segurança. Acho que está havendo muita diversificação e quem decide isso é o mercado […] e até onde eu saiba, o mercado financeiro internacional continua dolarizado”, afirmou Dilma.
A ex-presidente também citou que os Estados Unidos passaram por uma desindustrialização e possuem um problema sério no balanço de pagamentos, uma vez que o dólar, como moeda hegemônica, tem de ser fornecida ao mundo inteiro e isso implica em déficits de conta-corrente ー o que tem o benefício de financiar a um custo mais baixo.




