O Ceará foi o estado com o melhor percentual de alfabetização do Brasil em 2024. O estado atingiu 85,3%, sendo o único entre as unidades federativas a superar a meta de 80% estabelecida para 2030 pelo Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, do Ministério da Educação (MEC).
Os dados são do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado nesta sexta-feira (11) pelo MEC, com base em avaliações realizadas para verificar quantas crianças estão sendo alfabetizadas até o fim do segundo ano do ensino fundamental, na idade adequada.
“Com muito orgulho, recebemos o resultado do SAEB [Sistema de Avaliação da Educação Básica], do Ministério da Educação. E, pelo segundo ano consecutivo, o Estado do Ceará tem o melhor percentual de crianças aprendendo a ler e escrever no segundo ano. Mais de 85% das crianças cearense aprendem a ler e escrever no segundo ano. O único Estado brasileiro a alcançar esse percentual”, comemorou o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).
Nível nacional
No indicador, o Brasil ficou abaixo da meta estabelecida. O país registrou 59,2% de crianças alfabetizadas até o segundo ano do ensino fundamental, enquanto a meta era de 60%.
O ministro da Educação, Camilo Santana, atribuiu o resultado ao impacto das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. “O Rio Grande do Sul caiu absurdamente. Se o Rio Grande do Sul tivesse, pelo menos, mantido o percentual de 2023, nós teríamos chegado à meta de 60,2%, em 2024, se não fosse a situação atípica de calamidade no estado. Isso afetou fortemente [o resultado]”, disse.
Entre os estados com menos da metade das crianças alfabetizadas estão: Amazonas (49,2%), Alagoas (48,6%), Pará (48,2%), Amapá (46,6%), Rio Grande do Sul (44,7%), Rio Grande do Norte (39,3%), Sergipe (38,4%) e Bahia (36%).
Já os estados que alcançaram de 70% a 85% de alfabetização são: Ceará (85,3%), Goiás (72,7%), Minas Gerais (72,1%), Espírito Santo (71,7%) e Paraná (70,4%).
A meta nacional é alcançar 100% de crianças alfabetizadas até o final de 2030. Para os anos seguintes, os objetivos são: 64% em 2025; 67% em 2026; 71% em 2027; 74% em 2028; e 77% em 2029.
Camilo Santana destacou que o MEC tem concentrado esforços nas regiões com os menores índices de alfabetização para reverter esse cenário. “São territórios prioritários [em] que já estamos mais presentes. Nas escolas, todo diálogo tem que estar ocorrendo constantemente. E agora estamos com uma projeção mais forte do ministério para se aprofundar nos antigos problemas e [para] a gente poder avançar”, explicou.




