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Ônibus e trens queimados e população assustada: o que está acontecendo no Rio

Por Isabela Santana
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 6 mins
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Serviços de transporte público na zona oeste do Rio ainda estão se normalizando na manhã desta terça (24). (Foto: TV Brasil)

A cidade do Rio de Janeiro teve, nesta segunda-feira (23), o maior ataque a ônibus já registrado em um único dia, segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro, Rio Ônibus. Foram 35 veículos incendiados entre a tarde e a noite de ontem.

Os ataques ocorreram após uma operação da Polícia Civil de combate à maior milícia do estado, que atua na zona oeste da capital. Matheus da Silva Rezende, o Faustão, acusado de ser um dos líderes desse grupo, morreu durante a ação, e milicianos iniciaram uma série de atentados ao transporte público.

Ao menos cinco veículos articulados do BRT também foram queimados, além de uma das estações do BRT Transoeste, que teve a circulação totalmente suspensa. O corredor é uma importante ligação entre Barra da Tijuca, Santa Cruz e Campo Grande. Uma composição de trem da Supervia que partia de Santa Cruz também teve a cabine do veículo incendiada.

A circulação de trens e ônibus nas regiões afetadas permanece em processo de normalização na manhã desta terça-feira (24), como explica o prefeito Eduardo Paes:

População assustada

Os ataques desta segunda-feira (23) por criminosos na zona oeste do Rio de Janeiro impactaram severamente o funcionamento do comércio, das escolas e causaram um nó no trânsito. Relatos de moradores e trabalhadores da região são repletos de queixas pela ausência de transporte público.

Nas redes sociais, registros de ônibus queimados e vias congestionadas se acumularam. São diversas postagens e imagens documentando dificuldades de deslocamento. Um vídeo registrou diversos moradores voltando para casa na traseira de um caminhão cegonha.

Dezenas de escolas tiveram as aulas suspensas. Algumas delas não abriram as portas nesta terça-feira (24). Medidas de segurança também foram anunciadas pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que possui campus na zona oeste da capital fluminense. Segundo a instituição, as avaliações acadêmicas marcadas para hoje serão reagendadas e as aulas deverão ser realizadas de forma remota.

Às 18h40, para alertar a população sobre ocorrências que impactam a rotina, o município do Rio de Janeiro declarou Estágio de Atenção, o terceiro nível de uma escala de cinco. A orientação era para evitar os locais afetados.

Às 23h15 de ontem, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que o município retornou ao Estágio de Mobilização, devido à redução dos impactos provocados pelos ataques a ônibus iniciados na tarde de ontem. O Estágio de Mobilização é o segundo nível da escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.

Repercussão

Ainda na segunda-feira (23), o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes se manifestou pelas redes sociais. “Milicianos na Zona Oeste queimam ônibus públicos pagos com dinheiro do povo para protestar contra operação policial. Quem paga é o povo trabalhador.”

O governador do estado, Cláudio Castro, disse que há um plano de contingência em andamento e que a polícia vai garantir que não ocorram mais ataques ao transporte público da cidade. Até agora, foram confirmadas 12 prisões de suspeitos de envolvimento nos incêndios. Esses suspeitos, segundo o governador, foram presos por prática de terrorismo.

Em coletiva de imprensa, na noite desta segunda-feira, Castro admitiu que as forças de segurança foram pegas de surpresa. “Essa ação [dos criminosos] não teve nenhuma coordenação. E quando não há coordenação, não tem inteligência que consiga pegar. A partir do momento que nós soubemos, a polícia foi toda para as ruas, tanto que fez as prisões”, afirmou.

“A inteligência vem trabalhando e estamos agindo para prender o miliciano Zinho [líder da organização e irmão de Faustão]. Esperamos que consigamos ter sucesso nas próximas horas. Estamos todos de prontidão para garantir que a vida volte ao normal o mais rápido possível”, acrescentou Castro.

Operações contra milícias

Segundo a polícia, o homem morto ontem, conhecido como Faustão, era o número dois na hierarquia da milícia em Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O líder Zinho (Luis Antônio da Silva Braga), líder da mesma organização, Tandera (chefe de outra milícia) e Abelha (líder do Comando Vermelho) também são procurados, segundo Cláudio Castro.

O governador Cláudio Castro disse que o maior desafio que o país enfrenta hoje é a segurança pública. E que, por isso, é necessário que haja uma mobilização de todos os estados para enfrentar os criminosos.

“O problema da segurança pública é muito maior do que o Rio de Janeiro. Quando as investigações mostram que criminosos de outros estados estão aqui, quando armas e drogas que são roubadas em São Paulo aparecem no Rio, tudo isso prova que é um problema do Brasil inteiro. Essas organizações não são pontuais, são máfias nacionais”.

Com informações da Agência Brasil.

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