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‘Sem prorrogações’, diz secretário de Trump sobre tarifas dos EUA que entram em vigor em 1º de agosto

Apesar do tom de ultimato, Lutnick destacou que, mesmo após o início da cobrança, os países ainda poderão negociar com o governo dos Estados Unidos
Por UrbNews
Atualizado há 9 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Apesar do tom de ultimato, Lutnick destacou que, mesmo após o início da cobrança, os países ainda poderão negociar com o governo dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/ABC News

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou que as tarifas impostas pelo país entrarão em vigor no dia 1º de agosto, “sem prorrogações”. A declaração foi dada durante entrevista à emissora Fox News e divulgada neste domingo (27) pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X.

“Sem prorrogações, sem mais períodos de carência — em 1º de agosto, as tarifas serão definidas. Elas entrarão em vigor. A Alfândega começará a arrecadar o dinheiro”, garantiu o secretário.

Apesar do tom de ultimato, Lutnick destacou que, mesmo após o início da cobrança, os países ainda poderão negociar com o governo dos Estados Unidos. “As pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Se elas poderão fazê-lo feliz ou não é outra questão… Mas ele está sempre disposto a negociar”, completa.

Ao comentar sobre as tratativas com a União Europeia, o secretário afirmou que o bloco precisará abrir seus mercados às exportações americanas para convencer o presidente a suspender as tarifas de 30% anunciadas.

No caso do Brasil, Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% e justificou a medida citando “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”. Segundo ele, isso teria sido evidenciado por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

“[Isso ocorreu] como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”, escreveu Trump.

Na mesma mensagem, o ex-presidente americano também mencionou Jair Bolsonaro e reiterou que o ex-mandatário brasileiro é vítima de uma “caça às bruxas”.

Trump ainda classificou como “injusta” a relação comercial entre os dois países. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, afirmou.

Apesar da crítica, dados do Ministério do Desenvolvimento indicam que o Brasil registra déficits comerciais com os Estados Unidos há 16 anos. Desde 2009, o saldo das trocas comerciais favorece os americanos em US$ 88,61 bilhões — cerca de R$ 484 bilhões na cotação atual.

Diante da medida, o governo brasileiro tem se reunido com representantes do setor produtivo para avaliar uma resposta. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já criticou Donald Trump em diversas ocasiões, declarou que o republicano “não foi eleito para ser o imperador do mundo”.

Veja a lista de países afetados:

  • África do Sul: 30%
  • Argélia: 30%
  • Bangladesh: 35%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Brasil: 50%
  • Brunei: 25%
  • Camboja: 36%
  • Canadá: 35%
  • Cazaquistão: 25%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Filipinas: 20%
  • Indonésia: 32%
  • Iraque: 30%
  • Japão: 25%
  • Laos: 40%
  • Líbia: 30%
  • Malásia: 25%
  • México: 30%
  • Mianmar: 40%
  • Moldávia: 25%
  • Sérvia: 35%
  • Sri Lanka: 30%
  • Tailândia: 36%
  • Tunísia: 25%
  • União Europeia: 30%
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