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Thales Bretas, viúvo de Paulo Gustavo, cai em golpe da maquininha no Rio e tem prejuízo de R$ 4 mil

O golpista simulou pane no carro e exigiu pagamento com cartão físico em uma máquina sem visor; as vítimas desse tipo de crime têm crescido nas grandes cidades
Por Iôrran Freire
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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O criminoso oferece uma justificativa para não aceitar pagamentos por PIX ou aproximação. Foto: Reprodução/Instagram @thalesbretas

O médico e viúvo do humorista Paulo Gustavo, Thales Bretas, relatou ter sido alvo de um golpe aplicado por um falso taxista no Rio de Janeiro. O crime aconteceu quando ele e uma amiga pegaram um carro se passando por táxi, a caminho de um jantar na zona sul da cidade.

Segundo Thales, a corrida parecia normal até o momento em que o suposto motorista simulou uma pane no veículo. “Quando a gente estava chegando no restaurante, o taxista começou a falar: ‘O carro ferveu, desce do carro porque ele pode explodir’. Era tudo uma encenação”, contou ao programa Fantástico, da TV Globo.

Na hora de pagar, o golpista alegou que a maquininha não aceitava aproximação e exigiu o cartão inserido, em um aparelho sem visor, onde a tela ficava visível apenas para o criminoso, via celular. 

Após digitar a senha, Thales desceu do carro, que partiu imediatamente. Pouco depois, ele recebeu uma notificação no celular: uma compra no valor de R$ 4.215 havia sido aprovada.

A armadilha faz parte de um esquema que tem se multiplicado nas grandes cidades. O golpe da “maquininha adulterada” tem como alvo principal passageiros distraídos, muitas vezes em corridas noturnas. 

O criminoso oferece uma justificativa para não aceitar PIX ou aproximação e obriga o uso do cartão físico enquanto registra a senha da vítima.

Golpista foi reconhecido por Thales

O caso de Thales ganhou desdobramentos após ele reconhecer o autor do golpe em uma reportagem televisiva. O suspeito, Daniel de Souza Alves, foi preso em flagrante quando tentava aplicar o mesmo golpe em outra pessoa. Ele foi indiciado por estelionato.

Em entrevista ao Fantástico, David Marques, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, explica que esse tipo de crime vem se tornando cada vez mais vantajoso para golpistas. 

“Se anteriormente as organizações precisavam se dirigir a um caixa eletrônico para tentar conseguir R$ 50 mil, R$ 100 mil, hoje a possibilidade de alcançar um valor dessa natureza, eles conseguem aplicando três, quatro golpes ao longo de um dia, com risco muito mais baixo de ser pego”, afirma.

A recomendação das autoridades é redobrar a atenção ao embarcar em veículos não identificados ou sem registro em aplicativos oficiais, e nunca digitar a senha do cartão em maquininhas com visor oculto.

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