Após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, principal comprador de madeira do Pará, as exportações do produto sofreram impacto em 2025. De acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Pará (Aimex), as vendas para o mercado norte-americano caíram 18,5% em agosto, acumulando retração de mais de 11% entre janeiro e julho em comparação ao mesmo período de 2024.
Para Deryck Martins, presidente da Aimex, mesmo diante das barreiras, o envio para os EUA não será interrompido, já que o país ainda concentra cerca de 40% das exportações do setor. A estratégia, segundo ele, será reforçar a presença em outros mercados.
“A madeira vai continuar indo para os Estados Unidos, mas também deverá ampliar a fatia destinada à Europa e à Ásia. Tivemos reuniões com embaixadas, como a da Índia, e vamos participar de um congresso em Macau este mês”, disse o presidente da entidade.
Para minimizar os prejuízos, o especialista afirmou que a indústria aposta na diversificação dos destinos e no fortalecimento da competitividade. Além de novos mercados, empresas vêm investindo em marketing internacional e na ampliação da variedade de produtos.
Apesar das iniciativas, a expectativa não é de uma recuperação imediata. Para Martins, a retração pode aumentar até o fim do ano e, portanto, a recuperação não parece ser de curto prazo. Outro desafio para a indústria paraense é a concorrência global. Países com custos menores pressionam os preços, o que dificulta a competitividade do produto brasileiro.




