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Política

Itamaraty celebra acordo entre Israel e Hamas por cessar-fogo e reconhece papel dos EUA nas negociações

A nota oficial do Itamaraty também ressaltou o impacto para a sociedade civil palestina
Por Júlia Meira
Atualizado há 6 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Ao fim do comunicado, o Brasil exortou Israel e o Hamas a cumprirem os acordos firmados nesta quinta-feira e defendeu a reconstrução da Faixa de Gaza. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Após o acordo entre Israel e o Hamas para um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, anunciado nesta quinta-feira (9), o governo brasileiro, por meio do Itamaraty, saudou a decisão e reconheceu o papel dos Estados Unidos, bem como a articulação do Catar, Egito e Turquia.

“O governo brasileiro saúda o anúncio de acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina, por meio da implementação da primeira fase de plano para pôr fim ao conflito, transcorridos dois anos de seu início. Reconhece, nesse contexto, o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia”, diz a nota do Itamaraty. 

A nota oficial do órgão também ressaltou o impacto do conflito sobre as vítimas civis, em sua maioria mulheres e crianças. “O acordo, caso venha a ser efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, os quais provocaram mais de 67 mil mortes – com grande número de mulheres e crianças entre as vítimas -, o deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes, com a destruição de grande parte da infraestrutura civil do território”, escreveu. 

Ao fim do comunicado, o Brasil exortou Israel e o Hamas a cumprirem os acordos firmados nesta quinta-feira e defendeu a reconstrução da Faixa de Gaza.

“O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino”, concluiu. 

Em setembro, durante a Conferência Internacional de Alto Nível, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”. Em seu discurso, o mandatário brasileiro reiterou a posição do país: “Os atos terroristas cometidos pelo Hamas são inaceitáveis. O Brasil foi enfático ao condená-los. Mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis. Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de cinquenta mil crianças”, declarou.

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