O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou, na madrugada desta segunda-feira (27), em Kuala Lumpur, na Malásia, sobre a conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (26). No relato, Lula disse ao republicano que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “faz parte do passado da política brasileira” e que ele sabe que “rei morto, é rei posto”.
Além disso, o brasileiro informou que comunicou a Trump que o julgamento de Bolsonaro e seus aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) foi sério e com direito a defesa e que o assunto não estava para discussão.
“Eu disse para ele [Trump] que o julgamento foi um julgamento muito sério, com provas contundentes Nenhuma prova da oposição, uma prova é tudo de relato das
pessoas que estão sendo julgadas. Disse para ele a gravidade do que eles tentaram fazer no Brasil. Disse a eles que eles têm um plano para matar mim, para matar o meu vice-presidente, para matar o presidente Alexandre de Moraes. E eles foram julgado com direito de defesa que eu não tive quando eu fui processado e que, portanto, sabe, isso não tá em questão, isso não tá em discussão”, revelou o presidente.
Lula ainda reitera que o ex-presidente condenado por tentativa de golpe de estado pelo STF era passado na política do país. “O Bolsonaro faz parte do passado da
política brasileira. Eu ainda disse para ele, com três reuniões que você fizer comigo, você vai perceber, que o Bolsonaro era nada praticamente”, declarou.
Sobre a principal pauta a ser tratada pelos líderes: a taxação dos EUA sobre os produtos brasileiros, o petista afirmou estar muito otimista com a conversa.
“Eu sinceramente tô muito otimista com a reunião de ontem e acho que nós vamos encontrar uma solução para o tarifaço, tá?. […] Os Estados Unidos não têm déficit com o Brasil, que foi a explicação da famosa taxação ao mundo. É que os Estados Unidos só ia taxar os países que ele tinha déficit comercial. Pois eu disse ao presidente Trump que em todo G20 só tem três países cujos Estados Unidos é superioritário, Brasil, Reino Unido e Austrália. Então ele sabe que não é verdade que os Estados Unidos tem prejuízo com o Brasil. E eu acho que isso é a base da gente voltar a negociar”.
Este foi o primeiro encontro oficial entre os Lula e Trump, que até então tinham conversado apenas por telefone no dia 6 de outubro e brevemente durante a reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, no qual tiveram uma “boa química”, segundo o americano.




