O presidente Lula (PT) se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último domingo (26), e o fim do tarifaço é aguardado pela equipe econômica brasileira.
Com cerca de 51% dos produtos comercializados exportados ao país norte-americano, o Ceará está diretamente envolvido economicamente ao tarifaço. Deputados da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) comentaram sobre os resultados que podem ter impacto no estado.
Para o líder do PT na Alece, deputado Guilherme Sampaio, o momento foi de retomar o diálogo com o governo americano após interferências de interlocutores na relação diplomática.
“No primeiro momento, essa relação entre os Estados Unidos e o Brasil está sendo descontaminada. Ela havia sido prejudicada por interlocutores que sabotaram a boa relação comercial de quase 200 anos entre Brasil e os Estados Unidos e, restabelecida a ordem das coisas, agora as duas equipes dos dois países estão trabalhando em parceria para que nós tenhamos como finalidade desse processo o fim do tarifaço e a realização de novas parcerias em outras áreas da atividade econômica com reflexo especial aqui no estado do Ceará”, afirmou Guilherme Sampaio.
O deputado de oposição Felipe Mota (União), por sua vez, defende que é necessário acabar com a cobrança para que a economia cearense retorne a sua normalidade.
“Eu estou torcendo que esse encontro entre o presidente Trump e entre o Lula seja resolvido e pare aí por 90 dias essas taxações contra o Brasil, porque nós estamos perdendo muito. Essas querelas que misturam economia e política, não dá certo. Toda vida deixa um prejuízo para alguém e dessa vez quem está perdendo é a economia”, concluiu Felipe Mota.
As equipes do Brasil e EUA vão se reunir novamente nesta semana para uma nova rodada de conversas e medidas que serão tomadas pelos países, em busca de um acordo que derrube a tarifa de 50% de impostos sobre produtos brasileiros.
ENCONTROS DE ELMANO E ALCKMIN
O governador Elmano de Freitas (PT) participou de diversas reuniões com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), para alinhar medidas que impactam diretamente os produtores cearenses. Com o aumento da tarifa, o governo do estado absorveu boa parte da produção e destinou para o setor público, como medida mitigatória.
Até o momento ainda não há novas reuniões marcadas entre os políticos, mas a expectativa é de que o Ceará participe das conversas a fim de retomar patamares das exportações de anos anteriores. Segundo dados do governo federal, desde Julho, o valor de exportações diminuiu US$ 11 milhões no estado, afetando 19 cidades produtoras.




