Nesta terça-feira (25), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres passou a cumprir a pena de 24 anos de prisão determinada por Alexandre de Moraes. Torres foi levado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, unidade localizada dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A penitenciária recebe agentes de segurança ou presos que, por razões específicas, não podem cumprir pena junto à população carcerária comum. A determinação atendeu ao entendimento de Moraes de que não havia justificativa para que o ex-ministro permanecesse em instalações da Polícia Federal, como havia pedido a defesa.
A condenação de Anderson Torres resulta de um conjunto de elementos reunidos pela Primeira Turma do STF, incluindo a minuta de decreto encontrada em sua residência, documento que previa interferência no sistema eleitoral, e a conduta da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022, quando operações em rodovias miraram regiões onde o então candidato Lula tinha maior eleitorado.
Para os ministros, os episódios demonstram envolvimento direto do ex-ministro em ações voltadas a desestabilizar o processo democrático e favorecer uma ruptura institucional. Da pena total, serão 21 anos e seis meses de reclusão e 2 anos e seis meses de detenção, além de 100 dias multa (no valor de um salário mínimo).
A ordem de prisão ocorre no mesmo dia em que outros condenados na trama também tiveram o cumprimento de pena determinado. O ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses, seguirá detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Os generais Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno foram presos nesta terça e levados para o Comando Militar do Planalto, sediado em Brasília. O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, também deve ficar em Brasília, numa unidade da Marinha.
Já Ramagem, que teve prisão preventiva decretada por Moraes na última sexta (21), descumpriu a proibição de sair do país e está nos Estados Unidos com a família.




