O União Brasil deu sinais de que não pretende apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026. A indicação partiu do presidente nacional da legenda e também comandante da federação com o PP, Antônio Rueda, que se manifestou nas redes sociais após o anúncio do senador como aposta do PL para o pleito.
Flávio Bolsonaro foi apresentado na última sexta-feira (5) como o nome escolhido por Jair Bolsonaro para liderar o projeto político do partido na próxima eleição presidencial. A declaração teve repercussão imediata no meio político e expôs divergências entre as lideranças da base de direita, especialmente no União Brasil.
Em publicação no X, Rueda se posicionou contra a lógica de polarização, mas chamou atenção por não mencionar diretamente o senador Flávio Bolsonaro. O dirigente destacou que a federação União Brasil–PP buscará um caminho próprio na corrida presidencial. “Os últimos acontecimentos apenas reforçam o que sempre defendemos: em 2026, não será a polarização que construirá o futuro, mas a capacidade de unir forças em torno de um projeto sério, responsável e voltado para os reais interesses do povo brasileiro”, escreveu.
Rueda também reiterou que o partido aposta na construção de uma candidatura capaz de dialogar com diferentes setores e pautas regionais — movimento que fortalece internamente a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, nome hoje preferido pela legenda para a disputa no Planalto.
“Vamos focar no Brasil, nas pautas das nossas bancadas estaduais, no diálogo maduro entre diferentes visões e na agenda que de fato transforme a vida das pessoas. É hora de olhar para frente e construir, juntos, o melhor caminho para o nosso país”, afirmou.
Com Caiado já colocado no tabuleiro e o espaço para Flávio Bolsonaro reduzido, a manifestação de Rueda reposiciona o União Brasil no cenário pré-eleitoral e pressiona o PL a reavaliar alianças e estratégias diante da resistência de siglas do centro e centro-direita.




