O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, foi empossado neste domingo (10) e suas ações iniciais como novo chefe de Estado já demonstraram o rumo da sua governança.
No seu primeiro decreto, cortou pela metade o número de ministérios e deixou nove pastas das 18 que haviam anteriormente. Com isso, temas como cultura, meio ambiente e trabalho foram jogados para escanteio.
Outra decisão polêmica foi sua revogação à lei que impedia que figuras de poder nomeassem parentes próximos para cargos públicos. A medida, chamada de Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), serve para que a irmã de Javier Milei, Karina Milei, assuma o cargo de Secretária Geral da Presidência da Nação.
A legislação havia sido promulgada em 2018 pelo seu principal aliado de campanha, o ex-presidente Mauricio Macri. O novo decreto mantém grande parte do original, porém isenta o Presidente da República de cumpri-la.
Junto à irmã de Milei, outros nove ministros foram empossados para as pastas que passaram pela navalha do atual presidente. Agora, os ministérios remanescentes são: do Interior; das Relações Exteriores; do Comércio Internacional e Culto; da Defesa; da Economia; da Infraestrutura; da Justiça; da Segurança e da Saúde e Capital Humano.
Segundo o presidente, a medida é para conter os gastos públicos e direcionar recursos para outras áreas do seu interesse. Ele também comentou que prevê um cenário difícil para o país até suas ações fazerem efeito.
“Não existe solução sem atacar o déficit fiscal. A solução implica um ajuste no setor público, que cairá sobre o Estado, e não sobre o setor privado. Isso impactará de modo negativo a atividade, o emprego, a quantidade de pobres e indigentes, mas é algo muito diferente do que tivemos nos últimos 12 anos. Será o último gole amargo para começar a reconstruir a Argentina”, afirmou.
As ações de Javier Milei como novo chefe de Estado argentino não demonstraram surpresa para quem acompanhava suas promessas de campanha. Tanto durante o período eleitoral como em sua posse, seu discurso era bastante claro, que sua eleição representa “o fim da noite populista e o renascer da Argentina próspera e liberal”.




