O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou neste sábado (3) uma fotografia que, segundo ele, mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, capturado e sob custódia de forças americanas a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima. A imagem foi publicada nas redes sociais e representa o desfecho de uma operação militar em grande escala em território venezuelano que incluiu ataques aéreos e ofensivas terrestres, conforme relato de agências internacionais e autoridades dos EUA.
Trump afirmou que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram detidos após a ofensiva e estão sendo levados para os Estados Unidos, onde enfrentarão acusações federais, incluindo conspiração de narcoterrorismo e tráfico de drogas.
Na rede social Truth Social, Trump publicou. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
A imagem compartilhada por Trump mostra Maduro vendado e algemado, vestido com roupas casuais de moletom e acompanhado de militares a bordo do navio de guerra. Segundo a Casa Branca, a captura ocorreu nas primeiras horas da manhã deste sábado, após meses de planejamento e uma ofensiva militar que incluiu ataques aéreos sobre Caracas e outras regiões estratégicas.
Trump afirmou que não houve mortes entre os militares americanos envolvidos na operação apesar de alguns terem sofrido ferimentos e a missão ter sido “brilhante e complexa”. A foto divulgada pretende ilustrar a eficácia da ação e a detenção física de Maduro, reforçando a mensagem de firmeza do governo americano.
Ele declarou, em coletiva realizada no início da tarde deste sábado, que a administração americana irá assumir o controle do país temporariamente para garantir uma transição segura e adequada do poder, indicando envolvimento direto dos EUA na gestão política e econômica da Venezuela.
O anúncio gerou respostas imediatas. A Venezuela classificou os ataques como “agressão imperialista” e exigiu provas da vida de Maduro, após declarações de membros do governo sobre seu desaparecimento no momento que antecedeu a divulgação da foto. Organizações de direitos humanos e governos estrangeiros, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU) e países europeus, expressaram preocupação com a violação de princípios do direito internacional, pedindo respeito à soberania e ao devido processo legal.
O líder da ONU, Antonio Guterres, afirmou em nota que “independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, e enfatizou a importância de que todos os lados pratiquem o pleno respeito ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele disse estar profundamente preocupado com o fato de “as regras do direito internacional não terem sido respeitadas”.
De acordo com Trump, Maduro e Flores serão levados a Nova York, onde serão processados e enfrentarão as cortes norte-americanas. A justiça dos EUA já havia emitido acusações contra o líder venezuelano por narcoterrorismo em anos anteriores. A ação marca um dos momentos mais dramáticos nas relações entre os dois países, elevando as tensões no continente.




