Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou na noite neste domingo (11) que o quadro de saúde do pai, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, se agravou nos últimos dias, levando à convocação de médicos para atendimento na própria unidade prisional.
Segundo a publicação de Carlos nas redes sociais, Bolsonaro apresentou crises persistentes de soluços que teriam evoluído para um quadro de azia constante, dificultando a alimentação e o sono, além de complicar o seu estado geral de saúde. O ex-vereador divulgou uma imagem em que, segundo ele, o pai aparece em meio a episódios de vômito.
“O médico do meu pai foi chamado hoje, domingo, 11 de janeiro de 2026, à prisão, após sermos informados de que suas crises persistentes de soluços evoluíram para um quadro de azia constante, o que o impede de se alimentar adequadamente e de dormir”, escreveu Carlos Bolsonaro. Ele também mencionou um “grave abalo psicológico” causado pelo isolamento na cela, segundo o texto.
O ex-presidente está detido em Brasília desde o fim de novembro de 2025, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.
Além de relatar o quadro clínico, Carlos Bolsonaro informou que a defesa do ex-mandatário protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária no STF, com base na alegada piora da saúde física e mental de Bolsonaro, mas que até o momento dessa publicação o pedido ainda não havia sido analisado pela Corte.
Carlos ainda voltou a criticar a condenação do pai e atribuiu os problemas de saúde às sequelas da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha de 2018, como dito por ele em sua mensagem.
O tema da saúde de Bolsonaro havia voltado a ganhar atenção recentemente: no início de janeiro, o ex-presidente foi autorizado a deixar a prisão temporariamente para realização de exames e cuidados médicos após uma queda em sua cela, sendo constatado um traumatismo craniano leve, segundo relatos veiculados anteriormente. A situação aumenta a pressão sobre o STF e as autoridades encarregadas do cumprimento da pena, em meio a debates sobre direito à saúde e regime de cumprimento de pena.




