Segundo parecer técnico divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a proposta de fim da escala 6×1 e a redução da carga horária de trabalho semanal para 36 horas, deve representar um custo adicional de mais de R$ 122 bilhões ao ano na economia.
No levantamento realizado pela confederação, os principais impactos seriam nas contratações. Com 57,8 milhões de empregos formais, cerca de 31,5 milhões destes seriam diretamente afetados pelas mudanças. No mercado Varejista, 93% dos empregados ultrapassam as 40 horas semanais do atual formato, enquanto no atacado, são 92% dos trabalhadores.
Caso aprovada, a medida exigiria uma readequação nos contratos de trabalho, e na estimativa da CNC, aumentaria os custos de contratações em R$ 122,4 bilhões por ano, representando um aumento imediato de 21% na folha salarial do setor.
Outra estimativa realizada no estudo foi sobre o Excedente Operacional Bruto (EOB), indicador que mede a remuneração do capital antes dos impostos. Baseado na metodologia, as mudanças nas escalas impactariam uma redução de 4,66% no EOB do comércio.
No valores atuais, a diminuição corresponderia a R$ 73,31 bilhões. Outro impacto apresentado pelo estudo técnico é sobre os preços dos produtos no mercado e no número de vendas. O aumento de 21% nos contratos de trabalho, elevaria em 13% o preço dos produtos, uma vez que para 1% acrescido no salário do comércio, representa um aumento gradual de 0,6% nos preços ao consumidor.
Pela projeção, esse aumento não seria absorvido pela renda das famílias, ocasionando uma diminuição nas vendas. O documento é concluído com a sustentação de que o fim da jornada 6×1, através das propostas em discussão no congresso, pode gerar impactos significativos sobre custos, preços, vendas e rentabilidade do comércio.




