A cultura maker e a robótica têm conquistado cada vez mais espaço nas instituições de ensino como abordagens que priorizam o aprendizado prático e a participação ativa dos estudantes. Juntas, elas propõem uma formação baseada na experimentação, na criatividade e na resolução de problemas.
A robótica, enquanto disciplina voltada à criação e à programação, dialoga diretamente com a cultura maker, movimento fundamentado no conceito do “faça você mesmo”. A proposta é estimular os alunos a construir, testar e aprimorar projetos, desenvolvendo habilidades técnicas e comportamentais por meio da prática.
Professor de robótica do Colégio Master, Naldo Teles destaca o impacto dessas metodologias na formação dos estudantes. “Tem um impacto profundo na formação […] independente da profissão futura”, afirma.
Segundo ele, o incentivo à mentalidade “mão na massa” fortalece a capacidade de solucionar problemas de forma criativa. “Como resultado, o aluno se torna mais proativo e atento às situações do dia a dia, desenvolvendo habilidades essenciais para um mercado de trabalho em constante mudança”, explica.
As duas abordagens se complementam no ambiente escolar: enquanto a cultura maker valoriza o fazer manual e a experimentação, a robótica oferece um espaço estruturado para que os estudantes explorem a lógica, a programação e a construção de soluções tecnológicas.
Entre os benefícios apontados estão o desenvolvimento da coordenação motora, o trabalho em equipe, a elaboração de projetos e a capacidade de transformar ideias em soluções concretas. Para Naldo, essas competências dialogam diretamente com as exigências do mercado contemporâneo. “Desenvolve exatamente as competências que o mercado de trabalho moderno exige: além da técnica, a habilidade de colaborar, de se relacionar e de tomar a iniciativa. Na cultura maker, essas habilidades não são ensinadas, são vivenciadas”, disse o professor.
No contexto do Novo Ensino Médio, a integração entre essas áreas ganhou ainda mais força com a disciplina conhecida como “Makerbótica”, que une conceitos da cultura maker à robótica por meio da construção de protótipos com materiais acessíveis. A proposta é estimular o raciocínio lógico e a criatividade de forma exploratória e prática.
Para o professor, o diferencial está na interdisciplinaridade: “A cultura maker transcende o aprendizado isolado, ganhando força quando conectada a disciplinas como matemática e física. Mais do que apenas aplicar fórmulas, ela transforma o aluno em protagonista do seu próprio aprendizado”.




