O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem previsão de alta da Unidade de Tratamento Intensiva (UTI) e vai permanecer no hospital DF Star, em Brasília. Segundo Cláudio Birolini, Brasil Caiado e Leandro Echenique, médicos de Bolsonaro, o quadro do ex-presidente é grave.
Ainda de acordo com os médicos, o ex-mandante está internado para tratar da broncopneumonia bacteriana bilateral, diagnosticada na sexta-feira (13). O quadro de broncoaspiração aconteceu após uma crise de refluxo de Bolsonaro, que levou líquido do estômago aos pulmões e evoluiu para pneumonia.
Em um boletim atualizado divulgado neste sábado (14), os médicos de Bolsonaro afirmam que ele “encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”. Os especialistas indicaram tratamento com antibióticos, hidratação, fisioterapia respiratória e motora, e medidas de prevenção de trombose venosa.
O médico que acompanha Bolsonaro desde a prisão, Brasil Caiado, afirmou que ele teve queda na saturação de oxigênio e desenvolveu dificuldade para respirar. Apesar do susto, o ex-presidente, agora tratado, está com 92% de nível de oxigênio, mas os médicos afirmam que não é um quadro “totalmente controlado”.
Este é o terceiro caso de pneumonia enfrentado por Bolsonaro e, segundo os médicos, o mais grave até agora. O quadro de saúde do ex-presidente vinha sendo acompanhado na Papudinha, onde está preso pelo envolvimento na trama golpista e cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que Michelle Bolsonaro acesse o hospital para acompanhar o ex-mandante. Além disso, o ministro também autorizou que os filhos de Bolsonaro e sua enteada também o visitassem.
A última passagem do ex-presidente pelo hospital foi no Natal para operar uma hérnia, consequência das sequelas que a facada sofrida por ele na campanha eleitoral de 2018 trouxeram.




