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Mickey Mouse original entra em domínio público e já assume outras versões fora da Disney

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 4 mins
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Com a chegada de 2024, a primeira aparição animada de Mickey Mouse é a única que agora é possível se utilizar de uso livre (Foto: Domínio Público)

Após quase um século de influência na cultura pop mundial, o camundongo mais querido do cinema, Mickey Mouse, agora se encontra em domínio público. Porém, é apenas a sua versão original, presente no curta-metragem de 1928 “O Vapor Willie”, que primeiro apresentou o personagem para o mundo. 

A ação ocorreu nesta segunda-feira (1º), após uma mudança na lei originada pelos esforços da própria Disney. A companhia alterou os processos de direitos autorais nos Estados Unidos em 1998, e prolongou a detenção da imagem de personagens em até 95 anos, no processo que ficou conhecido como “Lei de Proteção ao Mickey Mouse”.

Com a chegada de 2024, a primeira aparição animada de Mickey Mouse é a única que agora é possível se utilizar de uso livre, sem sofrer qualquer retaliação penal. É importante ressaltar que a versão do personagem mais conhecida pelo público – colorida, com luvas, sapatos amarelos e calção vermelho – ainda está sob tutela da Disney.

Novas versões do Mickey

A novidade chegou como um frescor para os amantes de animação e fãs do personagens. Agora é possível compartilhar o curta original e também refazer, à sua maneira, a interpretação original de Mickey. Com isso, algumas produções que reimaginam o camundongo já surgiram logo após o anúncio da sua expiração, e alguns deles são de dar arrepios.

Este é o caso do jogo de terror “Infestation 88” e do filme de mesmo gênero “Mickey’s Mouse Trap”. Ambas as produções já estavam em desenvolvimento antes mesmo da decisão judicial ser expirada e ambas divulgaram seus trailers nesta segunda (1º). 

O primeiro tem como trama base uma infestação de roedores mutantes que atingiu o mundo em 1988, mas que perigos misteriosos podem estar envolvidos nessa conspiração paranormal. Mickey aparece como o vilão principal em uma versão bastante distorcida e nada amigável. O mesmo vale para o filme, que trás o camundongo como um assassino em série.

As duas produções têm previsão de chegada nos seus respectivos mercados para ainda este ano e por enquanto levam uma certa desconfiança e curiosidade para os fãs de longa data do roedor mais memorável da cultura pop mundial.

Mickey Mouse em uma versão distorcida para o jogo multiplayer “Infestation 88” (Foto: Divulgação)

O curta “Steamboat Willie” é muito importante não só para a história da empresa, mas também do cinema mundial. Foi a primeira produção animada a contar com imagens e sons sincronizados, um feito realizado pelo próprio Walt Disney e Ub Iwerks que catapultou a companhia para a fama em Hollywood e possibilitou, anos depois, a viabilização de filmes como Branca de Neve, Pinóquio e Dumbo.

Para assistir o curta original, clique aqui.

Como a Disney mudou a lei dos Estados Unidos

Originalmente, a legislação americana previa que uma obra ou propriedade intelectual entraria em domínio público 50 anos após a morte do autor, ou 75 anos após a publicação ou 100 anos após a criação do produto, o que acontecesse primeiro. 

Com a aproximação da perda da versão original do seu mascote, a Disney entrou em um extensivo lobby com os congressistas americanos para a ampliação desses prazos. Em 1998, a decisão aprovada garantiu a proteção para 70 anos após a morte do autor, 95 anos de sua publicação ou 120 anos após sua criação.

Dessa maneira, outras produções e obras recentemente entraram em domínio público, como é o caso do “Peter Pan”, do livro original de J. M. Barrie, a turma do “Ursinho Pooh”, de A. A. Milne e até algumas obras do escritor brasileiro Graciliano Ramos, como os clássicos “Vidas Secas” e “Angústia”.

Em comunicado oficial, a Disney alegou que pretende continuar protegendo os direitos sobre as versões mais modernas de Mickey e Minnie.

“Desde a primeira aparição do Mickey Mouse, no curta O Vapor Willie, de 1928, as pessoas associam o personagem com as histórias, as experiências e a autenticidade de produtos da Disney. Isso não vai mudar quando O Vapor Willie entrar em domínio público. Nós iremos, claro, continuar protegendo nossos direitos em versões mais modernas do Mickey Mouse e outros trabalhos que permanecem sujeitos a direitos autorais, e trabalharemos para nos proteger contra a confusão do consumidor causada pelo uso não autorizado do Mickey e de nossos outros personagens icônicos”, diz a nota divulgada na imprensa internacional.

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