Fortaleza saiu oficialmente do grupo das 10 capitais mais violentas do país. Segundo um balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta sexta-feira (8), com base em indicadores do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a cidade apresentou uma melhora saindo do 4º lugar em 2025 para a 15ª posição no primeiro trimestre de 2026, considerando a taxa de crimes letais por 100 mil habitantes.
A taxa de crimes letais, que era de 28,86 por 100 mil habitantes no final de 2025, recuou para 3,38 nos três primeiros meses de 2026. Com isso, Fortaleza deixou o topo do ranking, passando do 4º para o 15º lugar nacional.
Os dados foram divulgados pelo Secretário de Segurança, Roberto Sá, e pelo governador Elmano de Freitas durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp).
Além do avanço no ranking nacional, o Ceará obteve em abril de 2026 os melhores números da história para Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) e Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVP).
O índice de crimes letais despencou de 202 para 113 casos no comparativo entre abril de 2025 e 2026. Essa retração representa um recuo de 44,1% na criminalidade violenta no estado.
A capital cearense registrou um recuo expressivo de 70,7% nas mortes violentas, baixando de 58 para apenas 17 casos. O cenário também foi positivo na Região Metropolitana, onde a redução atingiu 84,8%.
Em todo o Ceará, os crimes contra o patrimônio (CVP), que abrangem diversos tipos de roubos, registrou uma queda de 49%, reduzindo o volume de ocorrências de 2.424 para 1.237.
Reforço no interior
Para enfrentar o avanço da criminalidade em algumas áreas no interior do estado, a gestão estadual ampliou o efetivo policial e inaugurou novas unidades da Polícia Civil. Segundo Elmano de Freitas, essas ações de reforço já estão em curso para reverter os indicadores negativos registrados recentemente.
O governador também ressaltou que o emprego das forças de segurança seguirá os diagnósticos produzidos pelos setores de inteligência do estado.
“Não é todo o Interior que tem esse aumento. É uma parte ou outra. E nós estamos, efetivamente, com a inteligência trabalhando, com a Polícia Civil investigando para atuar especificamente onde os dados nos apresentam que precisamos intensificar. Seja com o trabalho da inteligência, seja com o trabalho da Polícia Militar e da Polícia Civil”, pontuou.




