O vice-prefeito de Poranga, município mais afetado com a disputa territorial entre o Ceará e o Piauí, falou com a UrbNews sobre os efeitos do litígio na cidade. De acordo com Igor Pinho, o sentimento é de dúvida quanto a existência da cidade em uma eventual decisão favorável ao estado vizinho. “É totalmente inviável nós perdermos praticamente quase 70% do município pro Piauí, ficando inviável até a existência do município só com a sede”, disse.
Ao todo, são 13 municípios cearenses envolvidos na área de litígio, com a cidade de Poranga figurando em primeiro lugar em perda de extensão territorial: 66,3%. Na sequência aparecem Croatá (32,4%), Tianguá (20,9%), Guaraciaba do Norte (19,7%), Ipueiras (19,2%), Carnaubal (16,7%), Ubajara (15,8%), Ibiapina (14,5%), São Benedito (13,5%), Ipaporanga (7,7%), Crateús (6,1%), Viçosa do Ceará (5,7%) e Granja (1,7%).
“Está todo mundo perdido e acha que o município pode até inclusive acabar, que o município não tem como perder um território de quase 70% e se tornar Piauí”, acrescentou o vice-prefeito Igor Pinho.
O gestor municipal esteve presente nesta terça-feira (20) na apresentação dos resultados da “Pesquisa socioeconômica na área de litígio entre o Ceará e o Piauí: avaliação de serviços públicos e percepção dos moradores quanto ao sentimento de pertencimento”. Entre outros detalhes, o levantamento revelou que nove em cada dez entrevistados escolheriam permanecer em território cearense se fosse necessário escolher um dos dois estados. Além disso, dos habitantes da área de litígio ouvidos, 81,8% nasceram no Ceará e 17%, no Piauí



