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Economia

Haddad reconhece ‘inquietação’ do mercado e anuncia medidas para controle fiscal

Por Rodolfo Oliveira
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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Haddad não especificou quais medidas serão adotadas, mas indicou que as propostas podem ser formalizadas nas próximas semanas. Foto: Agência Brasil

Em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (30), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse compreender a “inquietação” do mercado quanto ao “risco fiscal”, que reflete a possibilidade de um descontrole das contas públicas. 

Segundo ele, a equipe econômica está desenvolvendo propostas para cortar despesas obrigatórias e, assim, assegurar a operação do arcabouço fiscal.

Haddad não especificou quais medidas serão adotadas, mas indicou que as propostas podem ser formalizadas nas próximas semanas, possivelmente por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). 

“Até entendo a inquietação, mas é que tem gente especulando em torno de coisas. O meu trabalho é tentar entregar a melhor redação possível para que haja a compreensão do Congresso da situação do mundo e do Brasil”, afirmou o ministro, ressaltando o compromisso com a clareza nas discussões com o Congresso.

Mercado financeiro

O mercado financeiro tem demonstrado instabilidade nesta semana, com o dólar em alta, queda na Bolsa de Valores e pressões sobre os juros futuros – movimento atribuído à ausência das prometidas propostas de contenção de gastos pela equipe econômica.

Em encontro realizado na terça-feira (29), Haddad e a equipe econômica, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciaram uma série de discussões mais aprofundadas sobre os cortes necessários. Segundo o ministro, houve uma “convergência importante” com a Casa Civil em relação às medidas a serem apresentadas. 

Cortar despesas

Haddad alertou para a necessidade de limitar as despesas, argumentando que, sem essa contenção, o arcabouço fiscal corre o risco de ser comprometido nos próximos anos, o que poderia acelerar o crescimento da dívida pública e aumentar a inflação, além da taxa de juros cobrada pelos bancos.

“A dinâmica das despesas obrigatórias tem que caber dentro do arcabouço. A ideia é fazer com que as partes não comprometam o todo que o arcabouço tem, a sustentabilidade de médio e longo prazo”, pontuou Haddad. 

Ele destacou ainda a urgência em alinhar as expectativas do mercado: “É a dúvida que preside as incertezas do mercado. ‘O que que vai acontecer se as despesas obrigatórias continuarem crescendo nesse ritmo?’ É uma fórmula que permite que esse encaixe aconteça”.

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