O ex-deputado americano George Santos, de 36 anos, foi condenado nesta sexta-feira (25) a sete anos e três meses de prisão por crimes de fraude eletrônica, falsidade ideológica e roubo de identidade. A sentença foi proferida pela juíza Joanna Seybert, em um tribunal federal no estado de Nova York. Ainda não foi informado quando ele começará a cumprir a pena.
Santos, que é filho de brasileiros e teve mandato breve na Câmara dos Representantes dos EUA, caiu após a revelação de uma série de mentiras sobre sua trajetória pessoal e profissional, além de fraudes financeiras que marcaram sua campanha eleitoral. Ele foi expulso do Congresso em 2023, apenas um ano após ser eleito.
Em agosto de 2024, o ex-parlamentar se declarou culpado de uma série de acusações, incluindo uso indevido de doações de campanha, falsificação de documentos e roubo de identidade, inclusive de familiares. Como parte de um acordo judicial, além de cumprir pena de prisão, o ex-deputado concordou em pagar quase US$ 600 mil em multas.
Segundo os promotores, Santos ainda não demonstrou arrependimento genuíno, citando publicações recentes de Santos nas redes sociais, nas quais se coloca como vítima e ironiza o processo judicial. Em carta enviada ao tribunal nesta semana, Santos afirmou estar “profundamente arrependido”, mas considerou a pena “excessiva”.
A defesa havia solicitado uma pena de dois anos, argumentando que o caso é comparável ao de outros políticos condenados por crimes financeiros. O pedido, no entanto, foi negado. Durante a audiência, Santos não respondeu às perguntas dos jornalistas. No dia anterior, ele declarou à Associated Press estar “pronto para encarar as consequências”.
Mentiras e queda
Eleito em 2022 pelo Partido Republicano, Santos surpreendeu ao conquistar um distrito tradicionalmente democrata em Nova York, que cobre áreas do Queens e de Long Island. Rapidamente, no entanto, veio à tona que grande parte de sua biografia era falsa.
O então novato no Congresso dizia ter atuado em grandes empresas de Wall Street e possuir imóveis de alto valor, o que não condizia com sua realidade, que era marcada por dificuldades financeiras e processos de despejo. A repercussão das denúncias gerou uma onda de investigações criminais e parlamentares que culminaram na sua expulsão e posteriormente na condenação.




