O governador Elmano de Freitas (PT) cobrou do Governo Federal uma atuação diplomática junto aos Estados Unidos para tentar reverter a nova taxação de 50% sobre as exportações brasileiras, que já afeta diretamente o Ceará. A medida foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump na quarta-feira (9) e amplia tarifas que já estavam em vigor desde o início do ano.
Durante a inauguração de uma base do CPRaio, na sexta-feira (11), Elmano destacou o impacto para a economia cearense, citando os principais produtos exportados para os EUA.
“O Ceará é um estado muito afetado pela decisão do presidente dos EUA. O Ceará exporta aço, pescados e calçados para os Estados Unidos. Espero que a nossa diplomacia brasileira abra diálogos com o governo americano, mas, como disse o presidente Lula, sem perder a altivez”, afirmou.
O governador seguiu a linha de discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também defende negociações com os norte-americanos, mas sem abrir mão da soberania nacional.
“Aprendi que a primeira coisa que a gente tem para exigir respeito dos outros é se dar respeito. Quem se dá respeito negocia de maneira educada, negocia colocando os números à mesa, negocia apresentando soluções para os problemas, mas com altivez, dizendo que temos orgulho de ser brasileiros e que não aceitamos que alguém queira mandar no Brasil que não seja um brasileiro”, completou.
Elmano ainda argumentou que a relação comercial entre os dois países deve ser de interesse mútuo. “O Brasil compra mais do que vende produtos dos americanos. Interessa aos americanos comprar coisas do Brasil e nos interessa comprar coisas dos americanos”.
A nova tarifa afeta o Ceará nos setores estratégicos como o siderúrgico, de pescados, calçados, frutas e produtos como a cera de carnaúba, encontrada apenas na caatinga.




