O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (4).
A decisão foi motivada, segundo Moraes, pelo descumprimento das medidas cautelares anteriormente impostas.
Bolsonaro estava obrigado ao uso de tornozeleira eletrônica, ao recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h nos dias úteis, e em tempo integral nos fins de semana e feriados. Ele também estava proibido de acessar embaixadas e consulados estrangeiros, de manter contato com embaixadores ou autoridades internacionais, além de não poder se comunicar com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e outros investigados na suposta trama golpista.
Anteriormente, Moraes havia decidido não decretar a prisão preventiva do ex-presidente, considerando a concessão de entrevista como uma “irregularidade isolada”.
De acordo com o ministro, Bolsonaro utilizou as redes sociais de aliados para compartilhar mensagens incentivando ataques ao STF.
No último domingo (3), Bolsonaro participou, por videochamada, de atos em seu apoio e contra o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi gravado discursando de casa.




