O ministro da Educação e ex-governador do Ceará, Camilo Santana (PT), se manifestou após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o ex-governador do Ceará afirmou estar de alma lavada pelo resultado do julgamento e relembrou a história do pai, Eudoro Santana, que foi torturado durante a ditadura militar.
“Para mim, ontem foi um dia histórico. Aliás, eu estou de alma lavada com a decisão da Justiça brasileira ontem, porque é preciso responsabilizar todos que atentem contra a democracia do nosso País. Eu digo isso porque nasci no período militar, da época da ditadura militar, e sou filho de um homem que foi torturado no período da ditadura militar, porque defendia a liberdade e a democracia do nosso País, que a gente pudesse escolher livremente os nossos representantes”, disse.
Eudoro Santana, pai de Camilo e atual presidente estadual do PSB no Ceará, é um dos nomes mais conhecidos da militância de esquerda. Após a tomada de poder pelos militares em 1964, Eudoro, que era funcionário concursado da Petrobras, foi exonerado de seu cargo. Nesse período, retornou ao interior do estado, onde continuou ajudando outros militantes, mas acabou sequestrado, preso e torturado por agentes da repressão em 1974.
Com a redemocratização, Eudoro foi eleito deputado estadual por quatro mandatos consecutivos: de 1987 a 1991, de 1991 a 1995, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003. Além disso, ocupou cargos federais e estaduais na administração pública.
“Parabéns à Justiça Brasileira, se algo que nós precisamos sempre defender é a nossa democracia, a nossa pátria e a nossa soberania. Vamos continuar trabalhando”, afirmou o ministro ao fim do vídeo. Camilo ocupou o cargo de governador do Estado do Ceará (2015 a 2022) sob o governo federal de Bolsonaro (2018 a 2022).
Outros políticos de oposição a Bolsonaro, entre eles o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e o deputado federal e líder do governo Lula na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se manifestaram em prol da condenação do ex-presidente e de outros réus. Somente Bolsonaro recebeu a pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
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Já entre seus aliados políticos, a condenação no STF foi classificada como “vingança” e “perseguição”. Entre os que se manifestaram estão o deputado federal André Fernandes (PL-CE) e o deputado estadual Carmelo Neto (PL).




