De janeiro a setembro de 2025, o programa Ronda Maria da Penha (RMP), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), registrou um aumento de 50% nas fiscalizações de medidas protetivas, passando de 1.820 para 2.730 ações em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Criado há 11 anos, o RMP é considerado uma referência na prevenção de feminicídios, pois nenhuma das mulheres assistidas pelo programa foi vítima desse tipo de crime durante esse período, segundo a major PM Priscila Alencar, comandante da iniciativa.
“Inicialmente a equipe faz o primeiro contato com a vítima, ainda na Delegacia, na nossa sala de acolhimento, onde destinamos um policial militar preparado para realizar um atendimento especializado. Após os procedimentos junto ao Poder Judiciário, que expede as medidas protetivas, nós passamos a acompanhar e fiscalizar o cumprimento. Até hoje não tivemos nenhum caso de feminicídio entre as nossas acompanhadas”, explicou a militar.
O programa está presente em outros seis municípios além da capital amazonense: Parintins, Manacapuru, Tabatinga, Careiro Castanho, Coari e Tefé.
Além da fiscalização, o RMP também atua na prevenção e conscientização. O sargento PM Freires, com mais de seis anos de experiência no programa, explica que palestras e ações educativas para jovens, trabalhadores e famílias buscam reduzir os casos de violência doméstica, transformando a realidade por meio da informação.
De acordo com a corporação, a equipe do RMP é composta por policiais militares que passam por treinamento específico em legislação, comportamento e abordagem humanizada antes de atuarem diretamente com as vítimas. Após a conclusão da formação, recebem orientações para visitas periódicas.
Com informações do Governo do Amazonas.

