Após mudanças no PL Antifacção gerarem impasse na Câmara, e a votação do projeto ter sido retirada da pauta nesta terça-feira (11), o texto do governo permanece inalterado e a proposta segue para votação nesta quarta-feira (12), em regime de urgência.
Segundo o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), havia dois pontos irrefutáveis e que haviam sido alterados pelo relatório do secretário de segurança de São Paulo e relator do projeto, Guilherme Derrite (PP-SP): o papel de investigação da Polícia Federal e a caracterização das organizações criminosas como organizações terroristas.
No entanto, Derrite, em novo parecer, decidiu não mais alterar a Lei Antiterrorismo nem abordar a competência da Polícia Federal.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), considerou o recuo de Derrite uma vitória sobre a pauta tão defendida pelo governo. “Considero uma vitoria da racionalidade excluirmos essa questão do terrorismo, era justamente o que defendíamos”, comemorou.
A discussão do PL Anficação e a manutenção dos texto conforme proposto pela base governista passou por diversas reuniões com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro da Justiça e da Segurança Público, Ricardo Lewandowski, e articulações da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT).




