No segundo dia da FutPro Expo 2026, clubes refletem sobre o papel do mercado e o peso da própria marca na relação com o torcedor. Se antes esse relacionamento era limitado ao dia do jogo e ao campo, hoje a estratégia foca em transformar a paixão em produtos de consumo.
Emanuel Garcia, diretor operacional do Ferroviário Atlético Clube, destaca que o acesso ao produto, atualmente, é mais fácil e democrático, o que aproxima o torcedor do time como esporte e marca: “Antigamente era difícil você ter uma camisa do clube. Hoje você consegue ter boné, short, calça, souvenir… Então, hoje está muito bacana consumir o futebol. É um mercado muito amplo que veio para ficar”.
Para além da aproximação, discute-se que os clubes não competem apenas no gramado, mas também por espaço no mercado de varejo. Victor Simpson, gerente comercial do Fortaleza Esporte Clube, afirma que um dos desafios atuais é conquistar a fatia de orçamento que o torcedor destina às marcas de moda convencional.
“O seu torcedor não compra camisa de outros clubes, ele compra camisas de marcas do varejo, marcas tradicionais. Então, a gente sempre competiu com o varejo. Ao nosso lado, nós temos um aliado enorme que é a paixão do nosso torcedor”, compartilhou.
Apesar das dificuldades do setor, os clubes ressaltam que, embora o desempenho esportivo ainda dite o ritmo da receptividade da marca, a força do sentimento do torcedor é o que sustenta o crescimento do mercado a longo prazo.




