Inaugurada em 1873, a primeira estação ferroviária do Ceará teve o seu Marco Zero na principal província da época, que neste ano completa os seus 300 anos. Atualmente, o Museu Ferroviário Estação João Felipe guarda detalhes do desenvolvimento de Fortaleza a partir do avanço do trem pelo estado.
Localizada no bairro Centro, a Estação Central foi fruto de uma parceria público-privada para que a produção de algodão e café pudesse ser escoada a partir do Porto de Fortaleza, atualmente na região do Poço da Draga. Até então, o transporte dos produtos vindos do interior era feito a partir de tração animal.
Idealizada por um grupo de produtores e um comerciante inglês residente da província, a empresa responsável pela implementação da ferrovia se chamava Companhia Cearense da Via Férrea de Baturité. O Império à época cedeu o terreno, que mudaria a configuração do bairro e consequentemente da cidade.
Com o primeiro ponto inaugurado ligando o Centro ao Arronches, atual bairro Parangaba, a linha férrea foi concluída em 1926, ao chegar na cidade do Crato, região do Cariri cearense.
Instauração da Companhia e transporte de passageiros
Na segunda metade do século XIX, a cidade da Fortaleza, atual capital do Ceará, se desenvolvia economicamente, com a produção de algodão e café, recebia produtos de diversas cidades do interior da então província do Império. Com forte apelo para o aumento de envios dos produtos para outros países, principalmente a Inglaterra, os donos das produções resolveram que era o momento de intensificar o transporte. Assim, em 1970, é constituída a Companhia Cearense da Via Férrea de Baturité, empresa que construiria a primeira linha férrea do estado.
Liderada pelo senador Tomás Pompeu de Sousa Brasil, Senador Pompeu, a companhia inaugurou o primeiro trecho de linha férrea em 1973, transportando prioritariamente o algodão cearense. Anos mais tarde, o transporte de passageiros era iniciado, aos poucos, aumentando o fluxo de pessoas que desembarcavam na cidade, transformando na metrópole atual.
Prédio de estação e mudança na configuração do Centro
Com o início do plano de instalação da ferrovia, uma das decisões tomadas pelo governo da época foi ceder o terreno onde a estação foi construída. No local, funcionava um cemitério chamado Cemitério de São Casemiro. A partir da mudança, um novo cemitério foi entregue à população, assim nascendo o cemitério São João Batista.
Atividade do Museu Ferroviário Estação João Felipe
Atualmente a estação ferroviária funciona como o Museu que carrega a história, peças antigas e a biografia de quem colaborou no desenvolvimento do local. Integrado à Estação das Artes, o museu é gerido pelo governo do estado e o Instituto Mirante. Guardando uma fatia considerável do crescimento da quarta maior capital do Brasil, a ferrovia é uma verdadeira viagem por Fortaleza em seus 300 anos.




