O advogado Ricardo Brajterman, que atua na defesa de Isis Valverde em processo movido por uma ex-funcionária da atriz, rebateu nesta terça-feira (16) a acusação que pedia quase meio milhão de indenizações trabalhistas.
Diante da repercussão midiática do caso, o advogado de Isis Valverde, Ricardo Brajterman, saiu em defesa da artista. Em declarações ao Portal IG, ele afirmou que as reportagens estariam apresentando apenas a versão da ex-funcionária e classificou como falsas as alegações de jornadas excessivas e acúmulo de funções.
Segundo o defensor, a trabalhadora tentou obter uma indenização considerada exagerada pela defesa, sem apresentar elementos que comprovassem as acusações.
A defesa também argumenta que a relação entre a atriz e a funcionária teria sido marcada por tratamento respeitoso ao longo dos anos. De acordo com o advogado, Isis teria ajudado a ex-funcionária de diferentes formas durante o vínculo empregatício, incluindo a doação de uma casa e o custeio de um curso de culinária. A informação foi utilizada para reforçar a tese de que a trabalhadora teria sido tratada de forma adequada e dentro das normas legais.
Em meio à repercussão do caso, a mãe da atriz, Rosalba Nable, também se manifestou publicamente em defesa da filha. Em publicações nas redes sociais, ela criticou os ataques direcionados à artista e afirmou que o sucesso profissional de Isis tem despertado reações negativas e julgamentos precipitados.
“Quando a gente conhece a verdade dos bastidores, o caráter e o suor por trás de cada detalhe, nenhum ruído externo tem poder”, publicou Rosalba.
Entenda o caso
A ação trabalhista contra a atriz Isis Valverde foi movida por uma ex-cozinheira que alega ter trabalhado na residência da atriz entre 2014 e 2021. Na Justiça, a trabalhadora afirma que, embora contratada para atuar na cozinha, passou a acumular funções domésticas ao longo dos anos.
Ela também afirmou que cumpria jornadas que ultrapassavam 12 horas diárias e que tinha apenas cerca de 20 minutos de intervalo para almoço, situação que teria gerado pedidos de horas extras, indenizações e outras verbas trabalhistas. O valor inicialmente pleiteado superava os R$ 385 mil.
Antes que houvesse uma sentença judicial, as partes chegaram a um acordo homologado pela Justiça. O entendimento fixou o pagamento de R$ 30 mil, dividido em seis parcelas de R$ 5 mil. Segundo informações do processo, parte do valor foi destinada a verbas relacionadas ao intervalo intrajornada, além de indenização por danos morais e multa prevista na legislação trabalhista. O acordo não representou reconhecimento de culpa por parte da atriz.




