A derrota sofrida pelo Fortaleza na noite desta terça-feira (16), dentro de casa, e pelo placar de 3 a 0 para o lanterna da Série B, coloca uma série de questionamentos sobre o ano de 2026 da equipe cearense. No entanto, o objetivo principal é buscar entender os principais pontos que foram cruciais para esse vexame em seus domínios.
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Falta de efetividade ou noite inspirada do adversário?
Os números não mentem. O Fortaleza não foi efetivo contra o América-MG. Foram 25 finalizações do Leão, divididas em dez defesas do goleiro Gustavo, que alcançou nota máxima no Sofascore – aplicativo de estatísticas. Ainda assim, sobraram outras 15 oportunidades desperdiçadas pelo time cearense.
A falta de efetividade não se resume apenas ao quesito ofensivo. Defensivamente o Tricolor sofreu três gols em oito chegadas do Coelho, que até o início do duelo havia assinalado sete tentos e figurava como o pior ataque do torneio.
Postura resultadista
Dizer que o Fortaleza jogou bem uma partida em que tomou três gols do pior ataque da competição não condiz com a realidade. É verdade que a equipe criou muitas oportunidades, mas além de não ter transformado essas chances em gol, deixou várias lacunas defensivas e o resultado não poderia ser outro.

A postura da equipe de Thiago Carpini se resume ao resultado. Durante o ano de 2026, o Tricolor do Pici se escorou nos placares e deixou o rendimento em campo para depois. Com isso, o Fortaleza já conquistou o título do estadual da temporada, além de ter avançado em outras competições importantes e estar brigando na parte de cima da tabela da Série B. O saldo é positivo, mas não surpreende que em alguns jogos a equipe sofra derrotas como as de Botafogo-SP (4 a 0) e América-MG (3 a 0).
Ausências importantes
O Fortaleza enfrentou o América-MG com os desfalques de Brítez, Rodriguinho e Miritello. Com isso, perdeu homens de referência na defesa e ataque.

O zagueiro argentino é quem comanda o Tricolor defensivamente, além de entregar raça em campo.
Miritello tem sido o homem gol do Fortaleza. São sete em 21 oportunidades. Com tantas chances criadas diante do Coelho, faltou o camisa 9 para finalizar.
E por último, a ausência de Rodriguinho na partida foi sentida como nunca.
O camisa 75 foi substituído por Maílton, por conta de ter sido expulso no duelo contra o Náutico. Meses atrás essa seria uma discussão sem sentido. Mas o camisa 22 do Leão não tem entregado o mesmo futebol do início de 2026, sendo alvo de vaias na última partida. Coube ao atacante Rodriguinho assumir a nova posição e se firmar nela.
Próximo jogo
O Fortaleza entra em campo neste domingo (21), contra a equipe do CRB, pela 14ª rodada da Segundona. O jogo acontece no Rio Grande do Norte.




