O Açude Orós, localizado na região Centro-Sul do Ceará, completou dois meses consecutivos de sangria, consolidando um dos momentos mais favoráveis para a segurança hídrica do Estado nos últimos anos.
O reservatório voltou a atingir sua capacidade máxima em 15 de abril e segue abundante desde então. Nos últimos meses, o Orós também passou por obras de modernização e recuperação conduzidas pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), com intervenções voltadas para aumentar a segurança operacional da barragem e melhorar o controle hídrico do reservatório.
As obras receberam investimentos de R$ 15,5 milhões, recurso aplicado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED), e contemplaram a recuperação estrutural do maciço, do vertedouro e da tomada d’água, além da implantação de um moderno sistema de automação e monitoramento remoto.
“O reservatório de Orós é um gigante, com quase 2 bilhões de metros cúbicos de capacidade máxima, e hoje estamos operando exatamente nesse patamar. Ele verteu, sangrou, como o povo costuma dizer, e isso significa água garantida para o abastecimento, para a produção e para a vida. É segurança hídrica e dignidade para a população do Ceará e de toda a região”, destacou o secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira.
As águas do Orós integram o conjunto de reservatórios que ajudam a garantir o abastecimento de municípios do interior e também contribuem para o sistema que atende Fortaleza e cidades da Região Metropolitana.
Considerado o segundo maior açude do Ceará, atrás apenas do Castanhão, o Orós desempenha papel estratégico no abastecimento humano, na irrigação agrícola, na piscicultura e na manutenção do fluxo do Rio Jaguaribe.
A sangria registrada neste ano tem significado especial. Em 2025, o Orós já havia voltado a transbordar após passar 14 anos sem atingir a capacidade máxima. Em 2026, o fenômeno se repetiu pelo segundo ano consecutivo, resultado do bom volume de chuvas e da recuperação da bacia do Alto Jaguaribe.
O momento também ocorre em meio a um cenário positivo para as reservas hídricas do Ceará. Dados da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) mostram que os reservatórios cearenses registraram balanço positivo, atingindo 53,82% da capacidade total dos 144 reservatórios monitorados.




