A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) voltou a criticar o pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB-CE), em suas redes sociais, nesta segunda-feira (22). Em seus stories do Instagram, a líder nacional do PL Mulher compartilhou um vídeo de um apoiador explicando o porquê ela “tinha razão” em se opor à aproximação do PL com a figura política cearense.
Na gravação mostra uma entrevista, concedida à revista Veja, onde Ciro falou que o presidente Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar tentativa de golpe de estado, são iguais.
No storie seguinte, Michelle escreveu que “nunca foi para tirar o PT e sim por projetos de poder” e afirmou que já gravou “um vídeo explicando o que aconteceu no Ceará” e irá publicar em breve.
A declaração da ex-primeira-dama faz referência às negociações conduzidas nos últimos meses pelas lideranças políticas do PL no Ceará para construir uma aliança com o pré-candidato ao governo do Estado. A ideia é que Ciro seja o representante da oposição contra o atual governador Elmano de Freitas (PT-CE).
Michelle Bolsonaro, no entanto,não aprovou essa aliança e durante o evento de pré-candidatura de Eduardo Girão (União Brasil-CE) ao governo do Ceará, em novembro do ano passado, a ex-primeira-dama afirmou que não apoiaria essas negociações, até então, conduzidas pelo deputado federal André Fernandes (PL-CE), com aval de Jair Bolsonaro.
O posicionamento de Michelle no evento que reunia diversos políticos de direita não foi bem rcebida por seus anteados, filhos do ex-presidente. Na época, o atual pré- candidato a presidência da República classificou a postura da madrasta como sendo “autoritária” e afirmou que ela estaria passando por cima de uma decisão previamente autorizada por Jair Bolsonaro.
Os irmãos do candidato a presidente pelo PL, Carlos e Eduardo Bolsonaro também concordaram com o irmão e se colocaram a favor da articulação do PL Ceará com Ciro Gomes.
Contudo, Flávio pediu desculpas a Michelle, dias após o conflito, e a legenda decidiu suspender as negociações com o pré-candidato ao Governo do Ceará.




