A chegada do El Niño em 2026 traz novas preocupações para a energia do Brasil, com foco na segunda metade do ano. Esse fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico de forma atípica altera o clima e diminui as chuvas nas regiões das nossas principais hidrelétricas, reduzindo a produção de eletricidade.
O fenômeno natural deve persistir, pelo menos, até o início de 2027 e tem alta probabilidade de atingir grande intensidade, segundo boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As mudanças nos padrões climáticos, no entanto, devem variar entre as diferentes regiões do país.
O setor elétrico brasileiro está em alerta máximo diante da possibilidade de um El Niño histórico no segundo semestre. Segundo dados atualizados da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA), há 81% de probabilidade de o fenômeno atingir uma intensidade “muito forte” entre outubro e dezembro, e 97% de chance de que ele se estenda até o início de 2027. Este cenário ameaça drasticamente o regime de chuvas em bacias hidrográficas cruciais para as nossas hidrelétricas.
O QUE ACONTECE NO BOLSO DO CONSUMIDOR?
Quando o nível das hidrelétricas cai, a conta de luz fica mais cara com a entrada das bandeiras amarela e vermelha. Essa cobrança extra é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sempre que é preciso acionar as usinas termelétricas, que geram uma energia mais cara.
O impacto no bolso tem sido frequente: em 2025, os consumidores pagaram taxa extra em oito dos 12 meses do ano. O pico ocorreu entre agosto e setembro, sob a bandeira vermelha patamar 2, que adicionou R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.




